Posts

header-31out21

Sob o olhar do Pastor

“Vendo ele as multidões, compadeceu-se delas…” Mt 9:36.
Em meio às suas peregrinações, Jesus entrava e saia das cidades onde ensinava, pregava o evangelho e curava as moléstias entre o povo.

Um dos sentidos mais caros ao ser humano é poder ver. Portanto, ao lançar o seu olhar às multidões, Jesus é movido de compaixão por ela. Ele tira o extrato de quem eram: “ovelhas desgarradas e errantes, que andavam sem um pastor”.

O amor não apenas o impeliu à multidão, mas Jesus se fez oferta por ela. Ele a enxergava sob o olhar de um Deus sensível, inclinado a minimizar suas dores, e transformar sua condição espiritual.

Assim como à época, hoje não faltam religiosos, tampouco templos. Em Jerusalém eram cerca de 400 sinagogas e os líderes se multiplicavam. Mas, por alguma razão, Jesus afirma que ainda faltavam “trabalhadores para a sua seara”.

Dia 02 de novembro estaremos no cemitério de Olinda, para levantarmos os olhos e vermos as mesmas multidões de “ovelhas desgarradas e errantes”, que Jesus assistia e nos compadecermos dela.

Gente que padece por não haver sobre suas vidas um olhar pastoral como o de Cristo.
Pessoas de quem Jesus diz: “Ainda tenho ovelhas que não são deste aprisco, também me convém agregar estas [...] e haverá um rebanho e um Pastor.” Jo 10:16.

A obra de Cristo foi concluída no mundo, e carece que hoje as multidões continuem sendo alvos do olhar de compaixão e graça da igreja.

Jesus não aguarda que membros de igreja exerçam sua atividade religiosa, mas que seu povo manifeste misericórdia em face da condição degradante que muitos vivem em nossa cidade.
Portanto, hoje, somos o fruto dos rogos por “trabalhadores para a sua seara”. Então, vejamos as multidões sob o olhar do Pastor – Cristo.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões&Evangelismo

Pastor Levy de Abreu Vargas

TESOUROS EM VASOS DE BARRO

Em 1947, um grupo de Beduínos encontrou ao acaso centenas de vasos de barro nas cavernas de Quran, uma região próxima ao Mar Morto em Israel. Dentro desses vasos havia centenas de pergaminhos com textos inteiros de livros do Velho Testamento além de outros documentos. Estudos arqueológicos provaram que os documentos tinham mais de dois mil anos e só ficaram preservados por estarem dentro dos potes de barro em um local de baixa umidade. Esses documentos ficaram conhecidos como os pergaminhos do Mar Morto e seu valor é incalculável.

Em sua segunda carta aos cristãos de Corinto, o Apóstolo Paulo compara o ministério Pastoral a um tesouro guardado em vasos de barro (II Coríntios 4.7) e é verdade, os pastores são anjos de Deus enviados ao mundo com a missão de levar os homens a Deus, mas eles mesmos estão sujeitos às mesmas fraquezas e paixões que todos os mortais, portanto sua embalagem é frágil, mas o conteúdo tem muito valor.

Os pastores são despenseiros dos mistérios de Deus, são porta-vozes e intérpretes do próprio Deus, são canais para abençoar, validar e legitimar atos que dependem da bênção de Deus. São eles que dedicam nossos filhos, batizam, casam, celebram as bodas e sepultam com as honras cristãs os nossos mortos. Estão mais presentes na tristeza que na alegria, mais na enfermidade que na saúde. São eles que consolam e confortam as nossas almas. Em suas mãos estão contidas as bênçãos do Senhor, mas são humanos.

Há pastores vaidosos, levianos e até mercenários que se aproveitam do rebanho para enriquecer, vender amuletos (Óleo, sal, folhas de oliveira e até água ungida contra o Covid) e eleger políticos para proteger seus interesses, mas esses são nuvem sem água e névoas levadas pela tempestade, para os quais está reservada a escuridão das trevas.

Contudo, a esmagadora maioria dos pastores são homens e mulheres probos, lideres de pequenas e até grandes congregações que primam pela pregação da palavra e pelo ensino das sãs doutrinas, sabendo que darão contas a Deus do que fazem e do que deixam de fazer. Para esses e tão somente para esses, a Igreja entendeu separar o segundo domingo de Junho para homenageá-los pela lisura como conduzem o ministério.

A PIBN tem um colegiado de pastores que graças a Deus, até aqui, honraram o ministério e à Igreja e a eles dedicamos esse texto. O livro de Hebreus nos exorta: “Lembrai-vos dos vossos Pastores… Hebreus 13.7 e17”.

Pastor Levy de Abreu Vargas

Pastor Edvaldo Sousa

Salmo 23: O Senhor é meu Pastor!!!

O Salmo 23 é um poema lindíssimo sobre como Deus se relaciona com aqueles que entregam suas vidas a Ele. Quando nós nos sentimos amedrontados, inseguros ou preocupados, o Salmo 23 nos ajuda a ver que Deus está no controle e não vai falhar. Porque ele, o Senhor, é o meu, é o seu, é o nosso pastor e nada nos faltará. “Deitar-nos faz em pastos verdejantes; guia-nos mansamente a águas tranqüilas. Refrigera a nossa alma; guia-nos nas veredas da justiça por amor do seu nome”.

Deus é como um pastor que cuida e protege suas ovelhas com todo carinho. E, se nós O amamos, é porque somos ovelhas do seu pasto que Ele conduz, que nos sustenta e ajuda-nos a encontrar o caminho certo que precisamos para andarmos.

Ele também dá descanso e paz. “Ainda que eu ande pelo vale da sombra da morte, não temerei mal algum, porque tu estás comigo; a tua vara e o teu cajado me consolam”.(v.4). Assim como o pastor protege suas ovelhas quando passam por lugares perigosos, Deus cuida de nós quando enfrentamos situações arriscadas. Seus ensinamentos nos guiam, nos orientam, protegendo as nossas vidas na hora das dificuldades.

Sua fidelidade é em todo tempo para conosco: “Preparas uma mesa perante mim na presença dos meus inimigos; unges com óleo a minha cabeça, o meu cálice transborda. Certamente que a bondade e a misericórdia me seguirão todos os dias da minha vida, e habitarei na casa do Senhor por longos dias”.(vs 5-6)

O Salmo 23 é uma afirmação poderosa da nossa fé em Deus. O Senhor é o meu pastor e nada me faltará. Nenhum outro salmo da Bíblia expressa de forma mais poderosa a confiança do rei Davi em Deus. É uma afirmação muito forte de fé, segurança e convicção em Deus, e é difícil imaginar alguém que não conheça de cor o seu primeiro versículo “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.

O desejo de Deus é abençoar o seu povo, suas ovelhas, seu rebanho! Ele quer trazer para nossas vidas coisas boas em 2021. Quer para a sua Igreja o melhor, um futuro de paz e de esperança; porque somente Ele tem a direção certa para cada um de nós, e só precisamos confiar e entregar o nosso futuro a Ele. Portanto, deixemo-nos que Deus continue sendo a nossa herança, o nosso Pastor, e por certo nada nos faltará. AMÉM!!!

Pr. Edvaldo Sousa (M.M.)