Lutero

CINCO COISAS ESSENCIAIS

No próximo dia 31 de outubro de 2017, a Igreja Cristã comemora 500 anos da Reforma Protestante, um evento que ocorreu na Alemanha, mas teve repercussão em todos os Continentes promovendo um verdadeiro “estouro do rebanho” que escapou ao controle da Igreja institucional e se multiplicou em centenas de outros núcleos Cristãos à revelia das autoridades eclesiásticas, mas com a total permissão Divina.

Foi assim: Martinho Lutero, monge agostiniano, doutor e professor em Teologia, esteve em Roma e viu com seus próprios olhos o baixo nível moral do alto clero da Igreja. De volta à sua cidade entendeu que alguma coisa devia ser feita para trazer a Igreja de volta às suas origens, mas principalmente resgatar valores que há muito estavam esquecidos. Ao todo, escreveu 95 teses que afixou às portas da Igreja do Castelo de Wittenberg, região da Saxônia. A publicação deste documento gerou uma verdadeira revolução que repercute ainda hoje. Ao longo do mês de outubro vamos falar com mais profundidade acerca deste assunto, mas por agora vamos apenas mostrar os principais pontos deste documento. Eles são conhecidos como os cinco “Solas de Lutero”.

SOLA FIDE (somente a fé). É o ensinamento de que a justificação é recebida somente pela fé, sem qualquer interferência ou necessidade de boas obras. Embora a fé salvadora seja sempre evidenciada com a realização de boas obras, não são as obras que nos justificam, e sim a fé em Jesus. (Romanos 5.1)

SOLA SCRIPTURA (somente a Escritura). A compreensão dos reformadores é que a Bíblia Sagrada é a única palavra autorizada e inspirada por Deus e a única fonte para a doutrina cristã, devendo ser acessível a todos em sua própria língua. Até então, só a Igreja e o prelado podiam possui-la e interpretá-la para o povo. (Mateus 22.29 e II Timóteo 3.16,17)

SOLUS CHRISTUS (somente Cristo). O terceiro ponto da Reforma era o resgate de Cristo Jesus como Senhor da Igreja e o único mediador entre Deus e a humanidade, e que não há salvação através de nenhum outro. À época já havia o culto à Maria e a outros santos canonizados pela Igreja. (João 3.16 e João 14.6)

SOLA GRATIA (somente a graça). Graça é favor imerecido. Isto significa que a salvação é um dom de Deus revelado em Jesus. Não é pelo esforço ou merecimento humanos que alcançamos o perdão dos pecados e a salvação da alma, isso só é possível pela fé em Jesus, mediante a graça de Deus. (Efésios 2.8-9).

SOLI DEO GLORIA (glória somente a Deus). Por último a lembrança de que toda honra, glória e louvores devem ser tributados somente a Deus, pois a salvação é realizada unicamente através de Sua vontade e ação direta no coração humano através de Jesus e do Espírito Santo. (Êxodo 20.1-3)

Simples assim, somente cinco princípios devem nortear a vida do crente e da Igreja. Todas as outras coisas, quer da vida espiritual ou eclesiástica, derivam destes cinco princípios que ainda hoje são os limites para toda a prática Cristã. Por eles vamos viver uma vida boa, produtiva e cheia de liberdade para expressar a glória e o amor de Deus.

Soli Deo Gloria

Projeto Viver

FAZENDO MISSÕES O ANO INTEIRO

Durante o mês de Setembro tivemos a alegria de receber muitos frutos do trabalho missionário realizado pela Igreja não apenas em Nilópolis e no Rio de Janeiro, como também no Brasil inteiro. Abrimos o mês de Missões com o coral da Cristolândia e depois recebemos os missionários da Igreja além, de ouvir o testemunho de irmãos cujos corações “ardem” por Missões há muito tempo, como foi o caso do irmão José Carlos e irmã Weece Borges.

O ponto alto das atividades foi o treinamento que promovemos para o “PROJETO VIVER”. Dias antes de inicia-lo, tivemos uma audiência com o Prefeito Farid e sua Secretária de Educação, professora Eva, que se mostraram bastante interessados em permitir que o projeto alcance as escolas da rede municipal.

Esse projeto é da Junta de Missões Nacionais e com ele os batistas brasileiros pretendem alcançar crianças, adolescentes e jovens com potencial de risco, fazendo um trabalho preventivo com ações efetivas junto à comunidade. Nosso missionário no Tocantins implantou o programa em sua cidade e o resultado foi uma drástica queda no consumo de drogas na cidade. Alguns que já estavam envolvidos com o consumo e desejavam deixar o vício foram encaminhados para tratamento em Brasília e isso foi muito positivo para a comunidade.

Muitos testemunhos semelhantes têm chegado à sede da JMN, e por conta disso ela vai promover um sua sede um congresso social onde o tema vai ser debatido de forma ampla (nossa Igreja estará representada com três inscritos, pois as vagas são limitadas), permitindo aos interessados conhecerem à fundo o problema do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, assim como as ações que podem ser feitas para minimizar os danos.

Em Nilópolis, esse tema será o nosso foco. Não será mais um projeto ou um programa de agenda, mas um estilo de vida para blindar nossas crianças com informações sobre os males que o consumo de drogas acarreta. Para tanto queremos contar com a ajuda de todos. Não é um trabalho barato, nem fácil e rápido, mas com certeza será um investimento com retorno garantido nas gerações futuras.

Como já dizia a sabedoria popular: “É melhor prevenir, que remediar”, e assim, estaremos fazendo missões o ano inteiro.

Pastor Levy de Abreu Vargas, VIVER.

missoes nacionais 2017

SERÁ QUE ELES PODEM CONTAR COM VOCÊ?

Logo mais, estaremos fazendo o lançamento de mais uma Campanha Missionária. Ela será no culto da noite com a presença do Coral da Cristolândia, um grupo de homens transformados pelo poder de Deus através do trabalho missionário nas cracolândias do Rio de Janeiro e São Paulo. Mas cremos que podemos fazer mais: O Ministério de Missões através do Pastor Baeta e sua equipe planejaram uma série de atividades que certamente vão reacender a chama missionária em nossa Igreja. Veja a agenda completa na página 03.

Além da agenda missionária, este ano vamos fazer um dia de clamor pelo Brasil. Vai funcionar assim: uma escala de pessoas orando pela Nação das 06h às 12h no Templo e a continuidade deste clamor em casa, com famílias separando 15 minutos ao longo do dia para ler a Palavra de Deus e orar pelas necessidades do nosso querido Brasil. A Igreja vai disponibilizar um estudo padrão para uniformizar e facilitar a participação.

O sete de setembro este ano vai cair na quinta-feira e espera-se uma grande evasão de pessoas para aproveitar o “feriadão”, contudo, muitos não viajarão em razão da crise econômica, do trabalho na sexta-feira e outros compromissos. Quem for viajar não tem problema. O Pai ouve a oração dos seus filhos em qualquer lugar do planeta e assim você pode participar deste clamor onde estiver, mas quem não viajar, venha para a Igreja, vamos fazer uma alvorada festiva às 06h com queima de fogos seguida de um grande clamor pela nossa terra e nossa gente no templo. Nossa vigília vai até às 12h. Vamos comprar uma grande bandeira e iça-la bem alto para ser um símbolo da nossa fé e esperança neste pedaço de terra chamado Brasil.

Esta será a nossa resposta à onda de vergonha que nossos políticos e a classe empresarial nos legaram diante do Mundo. Um País tão grande, um solo tão rico e um povo tão nobre não podem ficar prostrados e posar de vítima diante de tanta iniquidade. CHEGA!!! Nossa resposta será a oração seguida de ações conscientes para mudar o quadro e trazer a esperança de volta aos nossos corações. Vamos fazer isso de forma pacífica e ordeira, sem ofensas, sem depredar patrimônio, sem queimar cruzes e sem tirar a vida de ninguém. A justiça de Deus é a nossa vingança e nós cremos nisso. Salmo 94.

Então, esperamos por você hoje à noite no culto de lançamento da Campanha. Esperamos também na quarta-feira missionária e na quinta-feira de 06h às 12h em uma grande vigília diurna de clamor. Vamos orar por nossas famílias e pelo nosso País. O Brasil e o povo brasileiro merecem esse sacrifício.

Será que eles podem contar com você?

Pastor Levy de Abreu Vargas

Repreensão

É MELHOR A REPREENSÃO ABERTA QUE O AMOR ENCOBERTO

Confesso que a parte que mais me agrada no Ministério Pastoral são as amenidades. São as visitas de manutenção ao rebanho, as idas para conhecer bebês que nasceram, os aniversários, casamentos e os raros passeios que fazemos em grupo. Os almoços também me agradam bastante, especialmente quando sinto cheiro de carne no ar. Aquela gordura queimando no braseiro, aqueles sorrisos gulosos na fila de espera e aquele sabor inconfundível no paladar, quase me levam ao delírio. Gosto muito, gosto mesmo, e assumo.

Mas nem só de festas, passeios e churrascos vive a Igreja. O dia-a-dia do nosso povo é duro e difícil. Para muitos ele começa às cinco da madrugada em um “Japeri lotado”. Para esses, o dia termina dez, doze horas depois e do mesmo jeito: apertado para ir e apertado para voltar. Muitos não têm casa própria, precisam de médicos, exames, remédios caros, lutam com a educação dos filhos e netos e sofrem com a violência generalizada. O fantasma do desemprego ciranda como um leão faminto rugindo e atemorizando. Sabemos de tudo e sofremos juntos.

Mas o sofrimento não termina aí. Todos os dias somos açodados por más notícias, por escândalos, abusos e excessos da polícia, dos políticos e muitas vezes do judiciário. Há um ministro na Suprema Corte que gosta de provocar a sociedade, libertar bandidos, banalizar crimes e afrontar os colegas. Gilmar Mendes é uma espécie de Robin Hood ao contrário: Ele prejudica os mais pobres para enriquecer ainda mais os ricos. Um escândalo e uma vergonha para o Judiciário Brasileiro.

Mas não pensem que a Igreja é muito melhor que eles. É duro, mas é necessário reconhecer que dentro da Igreja há líderes tão gananciosos e tão corruptos como os que estão lá fora. Homens e mulheres que estão mais interessados nos bens das ovelhas que no bem delas. Verdadeiras empresas da fé manipulando e espoliando um povo já tão sofrido. Não satisfeitos, esses apóstolos da mentira estão fidelizando seus seguidores na eleição de quem lhes convém. Aberrações políticas como Eduardo Cunha e futuramente Jair Bolsonaro foram ou serão eleitos com o voto ingênuo de pessoas como você que colocam sua confiança no homem. Mas o Profeta Jeremias alertou: “Maldito é o homem que confia no homem e faz da carne o seu braço e afasta o seu coração do Senhor”. Jeremias 17.5.

Estou deveras indignado como o rumo que as coisas tomaram, mas ainda tenho esperança. Apesar de tudo creio em Deus e continuarei servindo à Igreja, pois prefiro ser uma voz solitária lutando e denunciando os abusos que se cometem nela, que ser um pecador conformado fora dela. A Igreja é como a Arca de Noé: Se não fosse pelo medo da inundação e morte que há lá fora, seria insuportável aguentar o cheiro aqui dentro. Mas a gente aguenta.

Essa é a parte ruim do ministério. O que não gostamos de fazer. Isso não dá aplausos, não agrada e nem afaga o ego de ninguém, mas traz alívio e paz ao nosso coração. Como disse o Salomão: “É melhor ouvir a repreensão de quem ama que os elogios de quem nos odeiam”. Provérbios 17.5-6.

Pastor Levy de Abreu Vargas

Missões e cidadania, por que o Reino de Deus começa aqui.

“NÃO SE FAZ BONS NEGÓCIOS COM PESSOAS RUINS”

Missões e cidadania, por que o Reino de Deus começa aqui.

Hoje encerramos a campanha de Missões Nacionais 2016 e coincidentemente também vamos às urnas escolher nossos representantes no Legislativo e Executivo Municipais. Mesmo ausente da comunhão dos irmãos, sinto-me no dever de dar uma palavra à Igreja neste momento tão importante quanto grave.
Missões é uma das muitas responsabilidades da Igreja, mas não é a única. Ela evoca nosso dever espiritual de cumprir o IDE de Jesus Cristo levando o Evangelho a toda criatura. O Evangelho é o poder de Deus para o perdão e a salvação de todo aquele que crê com o propósito de transformar o homem a fim de que a terra tenha melhores pessoas e o céu seja povoado.

O que me perturba é saber que estamos preocupados em levar o evangelho aos confins da terra e não nos movemos para mudar a realidade que nos cerca. Nossa cegueira é tanta que nem percebemos que Jesus ordenou aos discípulos que fossem suas testemunhas primeiramente em Jerusalém, depois na Judéia, depois Samaria e por fim, os confins da terra. Trazendo para o nosso contexto podemos dizer que Jerusalém é a Cidade de Nilópolis, Judéia o nosso querido (e falido) Estado do Rio de Janeiro, Judéia é o nosso Brasil e “confins da terra” é tudo que está do outro lado das nossas fronteiras.

Jerusalém tem primazia em relação à Judéia e Samaria. Não podemos levar aos outros aquilo que ainda não temos. Precisamos acordar e saber que Nilópolis é a nossa casa, nosso quintal e nossa vizinhança. Infelizmente ela não é aquilo que gostaríamos, mas é o que temos e se tem alguém que pode mudar para melhor essa realidade esse alguém é você mesmo, com o seu voto, sua indignação, e sua repulsa.

Meu apelo é que você valorize o seu voto. Vote com consciência e escolha com muito cuidado o nome do seu vereador e prefeito. Não vote em alguém porque vai ganhar ou perder, vote porque ele fez por merecer o seu voto. Se ele não ganhar, pelo menos você fez a sua parte, e se cada um fizer a sua parte, as mudanças virão.

Um antigo ditado ensinava: “Não se faz bons negócios com pessoas ruins”. Vamos alcançar o Brasil e o Mundo com o Evangelho, mas antes vamos fazer uma verdadeira faxina em nossa própria casa. Use seu voto para mostrar o quão insatisfeito você está com tudo e ouse dizer isso com o seu voto.

Pastor Levy de Abreu Vargas

post-julho-24

DEIXE A MELANCOLIA E SEJA FELIZ

O cartunista e Humorista Henfil escreveu um texto muito interessante: “Por muito tempo pensei que a minha vida fosse se tornar uma vida de verdade, mas sempre havia um obstáculo no caminho, sempre havia algo entre eu e meu projeto de ser feliz. Ora era um trabalho a ser terminado, uma dívida para ser paga, uma enfermidade, a perda de entes queridos, uma viagem… e assim meu projeto ia sendo adiado”.

Um pouco mais melancólico que o cartunista Henfil é o compositor Peninha. É dele a letra “Casinha Branca” gravada por vários astros da MPB. Entre outros versos pincei algumas linhas que transcrevo para que você tire suas próprias conclusões: “Eu tenho andado tão sozinho ultimamente, que nem vejo à minha frente, nada que me dê prazer; sinto cada vez mais longe a felicidade, vendo em minha mocidade, tanto sonho perecer… Eu queria ter na vida simplesmente, um lugar de mato verde pra plantar e pra colher, ter uma casinha branca de varanda, um quintal e uma janela, para ver o sol nascer…”.

O problema tanto de um como do outro é o equivoco acerca da felicidade. A felicidade não é um projeto, não é um objetivo, não é um lugar, não é uma posse, uma questão de escolha, ou de oportunidades. Felicidade não é ter muito ou pouco dinheiro, ser ou não ser famoso, ser magro ou gordo, branco ou negro, culto ou inculto, religioso ou cético, crédulo ou incrédulo. Feliz não é aquele que faz o que quer, fala o que pensa ou cria suas próprias regras.

Quando pensamos em felicidade, pensamos em um algo que nos permita uma vida melhor com a esposa, o esposo, os filhos, o trabalho, os negócios e os amigos. Quando nos decidimos ser parte de uma Igreja, pensamos em uma comunidade que nos permita desenvolver os dons, cultivar amizades, adorar ao Senhor e alcançar a felicidade. Ser feliz é “O” desejo secreto da raça humana, mas o que não sabemos é que esse sonho já é a verdadeira felicidade.

Então, pare de fazer planos para ser feliz quando terminar ou voltar à faculdade, até que perca cinco quilos, até que se case, até que tenha filhos ou que eles cresçam. Não espere para ser feliz depois que venda ou compre um novo carro, mude-se do seu bairro, pague todas as contas, seja inverno ou verão… Ou quando se aposentar. Não pense que será mais feliz em uma Igreja maior ou menor, mais perto ou mais longe de casa, uma comunidade conservadora ou avivada… Ou quando fundar sua própria congregação.

Decida que não há melhor momento e lugar para ser feliz do que aqui e agora enquanto você pode, enquanto você quer, solteiro ou casado, antes que os filhos cresçam, antes que você adoeça, antes que os amigos se separem, antes que as luzes se apaguem, antes que você adoeça ou morra… Porque felicidade já é o próprio desejo de ser feliz; felicidade já é o caminho que caminhamos todos os dias, porque felicidade é a viagem e não o destino.

Portanto, deixe de melancolia e seja FELIZ!

Pastor Levy Abreu Vargas

post-julho-17

AS APARÊNCIAS NÃO ENGANAM

Minha mãe dizia: “meu filho as aparências enganam”. Com o tempo eu percebi que seu conselho foi muito proveitoso em minhas relações na escola, na rua, no trabalho e principalmente no ministério. Graças à sua sabedoria me privei de algumas decepções e enganos com falsos colegas, falsos amigos e falsos irmãos. Por conta disso, criei em mim mesmo uma blindagem à prova dos excessos de elogios, favores imerecidos e cortesias que nada mais eram que um engodo para me manter cativo de interesses estranhos. Minha mãe foi uma mulher sábia mesmo sem ter lido um único livro em toda sua vida.

Só muito tempo depois foi que descobri que ela estava parcialmente certa, seu provérbio era verdade, mas não era toda a verdade. As aparências realmente enganam, mas cedo ou tarde a verdade se revela e quando isso acontece as máscaras caem, o mistério se desfaz e o impostor é desmascarado. Os Evangelhos revelam fatos que confirmam a teoria de que as aparências não enganam. Jesus mesmo disse que nada há encoberto que não acabe por ser revelado, tudo que é dito nas trevas à luz será ouvido e aquilo que é um segredo oculto, sobre os telhados será proclamado. Lucas 12.1-3.

Ele disse essas coisas acerca dos religiosos que gostavam de pregar, mas não de viver o que pregavam. Gostavam de ensinar, mas não de colocar em prática aquilo que ensinavam e assim tinha aparência de piedade, mas internamente eram impiedosos, intolerantes e hipócritas. O que se aplicava aos religiosos, se aplicava também aos políticos, empresários, comerciantes, policiais e todas as classes e pessoas de um modo geral. Mas sua mensagem tinha como foco principal aqueles que teimavam em achar que podiam enganar e ficar impunes.

No reino de Deus não basta parecer fiel, além de parecer fiel temos que ser fiéis. Também não basta ser fiel, tem que parecer fiel. Aquele que é fiel e não parece engana os outros e aquele que parece fiel e não é, engana-se a si mesmo.

No reino espiritual as aparências não enganam. No máximo se enganam aqueles que pensam que enganam. A hipocrisia de parecer e não ser pode funcionar por algum tempo, mas não todo o tempo. Se você duvida, veja por você mesmo qual é a recompensa daquele que vive de aparência, de suborno e de corrupção. Veja como é a vida daquele que vive mentindo, enganando, fraudando e fingindo o tempo todo.

Minha mãe tinha razão: “As aparências enganam”. Mas ela não tinha toda a razão porque afinal, depois de um tempo: “As aparências não conseguem enganar mais”. Portanto, se quer viver bem, ser aprovado pelos homens e por Deus, por favor, não viva de aparência, pois elas não enganam ninguém.

Pastor Levy de Abreu Vargas

post-julho-10

SIMPLESMENTE SER

Há pessoas que falam que têm o poder da persuasão, que usam bem as palavras e são convincentes. São pessoas inteligentes, perceptivas, sagazes que falam do que os outros gostam e querem ouvir. Nem sempre acreditam no que falam, mas falam e usam todo o carisma para atrair, envolver, convencer e usar seus ouvintes para os seus próprios interesses.

Há pessoas que nos convencem pelo que fazem. São pragmáticas, objetivas, determinadas e chegam ao topo. O caráter não importa muito, pois os fins justificam os meios. Como num jogo o importante é ganhar e ganham sempre. Não há culpa, não há pecado e não há perdão, pois estão focadas nos próprios objetivos e estes valem qualquer sacrifício. Fama, dinheiro e poder respondem por tudo e, para tanto, as regras não dizem muito.

Há pessoas que nos convencem pelo que têm. Sua vida de ostentação, seus relacionamentos, suas posses, seus supostos prazeres nos seduzem e quase nos arrastam ao seu estilo de vida mesmo sem poder. Alguns já nasceram ricos, outros se fizeram ricos porque trabalharam ou simplesmente alcançaram a riqueza por uma conjunção de fatos que contribuiram para que chegassem aonde chegaram. Sua vida de luxo, conforto e aparente liberdade nos fazem sonhar e desejar seu estilo de vida por puro deleite.

Mas há um tipo de pessoa que procuramos e muito raramente encontramos: São aquelas pessoas que nos convencem simplesmente pelo que são. Não são dadas ao falar, não são pragmáticas no fazer, nem nos convencem pelo que têm. Simplesmente são e isso lhes basta ser. Essas pessoas não estão preocupadas em agradar, mas também não querem desagradar. Não estão determinadas em fazer, mas fazem simplesmente porque é o que devem fazer. Elas nem sempre têm, e quando têm não ostentam, não provocam inveja, nem fazem dela a sua muralha. Não buscam honras, não se vendem aos prazeres e não se deixam corromper.

Há naturalmente muitos outros tipos, mas separei estas para você pensar que tipo de pessoa gostaria de ser: A que convence, a que realiza, a que possui, ou simplesmente aquela que é ela mesma, e sendo ela mesma convence, realiza e acumula bens que o dinheiro não pode comprar. Isso não a impede de falar, de fazer ou possuir riquezas, mas simplesmente não coloca nisso o seu coração.

Simplesmente ser. Ser você mesmo, sem máscara, sem mácula, sem inveja, sem orgulho, sem vaidades… Sem falsa piedade. Esse é o nosso desafio e a nossa maior razão para crer.

Pastor Levy de Abreu Vargas

post-julho-03

MINHA SEMENTEIRA

Lança teu pão sobre as águas, porque depois de muitos dias o acharás. Reparte com sete e ainda até com oito, porque não sabes o mal que haverá sobre a terra… Pela manhã semeia a tua semente, e à tarde não retires a tua mão, porque tu não sabes qual prosperará: se esta ou aquela ou ambas igualmente serão boas”. Eclesiastes 11.1 e 6.

George Müller foi um gigante da fé. Ele nasceu na Alemanha em 1805, converteu-se aos 20 anos em uma missão Moravia e mudou-se para a Inglaterra em 1829 onde trabalhou até o último dos seus dias. Vejam alguns exemplos deste homem de fé:

a) Em 1830, três semanas após o seu casamento, ele e a esposa decidiram abrir mão do salário como pastor de uma pequena Igreja e daí por diante depender exclusivamente de Deus para suas necessidades;

b) Iniciou um ministério que criaria cerca de 120 escolas que educaram mais 120 mil órfãos. A Missão chegou a sustentar 189 missionários e ainda contava com uma equipe de 112 pessoas para outras atividades. Ele distribuiu 275 mil Bíblias completas em diferentes idiomas e outras literaturas;

c) Seu maior trabalho foi em Bristol, na Inglaterra onde começou abrigando duas crianças, e com os anos chegou a abrigar 2000 órfãos que eram educados, alimentados, vestidos e treinados para o trabalho. Seus biógrafos dizem que ele construiu cinco prédios para abrigar tanta gente;

d) Sua máxima era: “Temos a promessa que Deus pagará nossas despesas, nunca as nossas dívidas”. Seu versículo chave era: “A ninguém devais coisa alguma” Romanos 13.8 e ainda “quem crer nele jamais será confundido” I Pedro 2.6.

Mais de cem anos depois de sua morte George Müller continua falando. Em tempo de crise e de escassez é importante nos voltarmos para esses exemplos e saber que o Deus de George Müller é o mesmo Deus que sustenta e abençoa sua Igreja hoje.

Cada geração tem seus desafios e a nossa não é diferente. Talvez não tenhamos mais tantos órfãos, mas a miséria graça fazendo vítimas todos os dias, quer pela violência das ruas, pelos maus exemplos do governo, pelo cinismo da religiosidade ou pela indiferença da sociedade egocêntrica e hedonista. A mudança precisa começar por alguém e este alguém pode ser você.

Pr. Levy de Abreu Vargas

post-agosto-07

PÉROLAS DO JUDICIÁRIO BRASILEIRO

Em Aquiraz, cidade há 32 quilômetros de Fortaleza aconteceu um caso bizarro envolvendo a dona de um Cabaré e uma Igreja evangélica: Tarsila Bezerra iniciou obras de construção de um anexo à sua casa noturna a fim de aumentar suas atividades em franco desenvolvimento. Em reação a isso, uma Igreja próxima também iniciou uma forte campanha de oração visando frustrar o investimento da empresária. Para tanto a Igreja fazia cultos de orações pela manhã, tarde e noite, mas aparentemente as orações não impediram o desenvolvimento da obra até uma semana antes da inauguração. Naquela semana, uma forte chuva com vento e trovões lançou sobre a casa (prestes a ser inaugurada) um potente raio que desencadeou um incêndio de grandes proporções queimando móveis, utensílio, equipamentos eletrônicos impedindo assim a sua reinauguração.

Dias depois a empresária iniciou um processo judicial contra a Igreja sob o fundamento que ela, a Igreja, era a responsável pelo seu prejuízo e fechamento definitivo do negócio, pois era do conhecimento público que os irmãos estavam em campanha de oração para frustrar seu empreendimento. Alegou ainda que o dano foi causado por intervenção divina direta ou indireta, por ações ou meios, razão pela qual ela requeria àquela corte uma indenização da Igreja proporcional às suas perdas.
Em defesa, a Igreja negou veementemente toda e qualquer responsabilidade direta ou indireta pelo sinistro, afirmando que apesar das orações permanentes da Igreja não havia provas materiais da intervenção divina no incêndio e que não podia ser responsabilizada por um ato da natureza que trouxera tamanho estrago ao patrimônio da autora.

Na audiência de conciliação, o juiz leu perplexo o teor do pedido e a resposta da Ré no tribunal e comentou: “não sei como decidir esse caso, pois como os senhores vêm de um lado temos a proprietária de um bordel que alega categoricamente que o incêndio nas dependências de seu negócio foi causado pelas orações da Igreja e na contestação a Igreja afirma com todas as letras que não há provas materiais que o incêndio tenha sido causado pela ação divina”.

Confesso que não tenho certeza se a história acima é verdadeira, mas ela é típica do comportamento de algumas “congregações” e de muitos “Pastores”. Portanto, meu irmão, não faça aos outros aquilo que não gostaria que fizessem a você, pois, colheremos aquilo que semeamos.

Pastor Levy de Abreu Vargas