Projeto Viver

VIVER – Longe das drogas e junto de Cristo

Ao olhar para a realidade de Leandro, um adolescente de 12 anos, que vive em Costa Barros, comunidade do Rio de Janeiro conhecida pelo alto índice de violência e tráfico de drogas, muitos imaginariam que seu destino estivesse traçado e não fosse muito promissor. Abandonado pela mãe ainda bebê e filho de um pai analfabeto e dependente químico, Leandro passou a infância percorrendo as ruas da comunidade, em caminhos que muitas vezes o levaram a ver e ouvir coisas que marcariam negativamente uma época de sua vida que deveria ser de alegria e aprendizado.

A transformação dessa realidade veio com a inauguração da Casa Viver em Costa Barros, onde atuam os missionários pastor Raone e Laíse Barcellos, na missão de assistir crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social e mostrar-lhes escolhas longe das drogas. Foi ali que Cláudia Santos, tia de Leandro, viu um ponto de esperança para o menino, que já na adolescência e estando na 5ª série, não sabia ler nem escrever e tinha problemas até para diferenciar as cores.

“Nós tínhamos muitas queixas do Leandro, na escola, com a avó dele, e foi aí que veio o projeto e depois disso ele melhorou bastante. O projeto é uma bênção na vida do Leandro. Um dia eu liguei para a Laíse e falei para ela que quando ele começou a frequentar o projeto ele começou a viver, a ter infância. Porque uma criança que sai de casa e a mãe e o pai não sabem nem onde está… isso não é infância. Ali sim ele começou a viver!”, contou Cláudia.

A mudança veio também no aprendizado. Com um trabalho intensivo de reforço escolar na Casa Viver, Leandro hoje, após alguns meses de acompanhamento, já consegue ler e escrever e não sente mais vergonha de estar entre os colegas de classe. A alegria estampada no rosto do menino reflete a nova perspectiva de vida e os sonhos que já começam a ganhar forma. Um deles: ser pastor.

Extraído da Revista do Promotor, pg. 19, Campanha de Missões Nacionais 2017.

Missões Nacionais

JESUS, TRANSFORMAÇÃO E VIDA! MINISTÉRIO COM SURDOS

Viver em uma sociedade onde sua língua e cultura é desconhecida é a realidade de 9,6 milhões de surdos brasileiros, que são inibidos de se comunicar, participar da sociedade como cidadãos ativos e, principalmente, de experimentar a alegria de conhecer o Seu Criador. Eles têm que ouvir a mensagem do Evangelho, e isso deve acontecer de forma contextualizada. Estamos avançando na capacitação de líderes e disseminação do grande desafio de alcançarmos esse grupo estratégico. Pela graça de Deus, atualmente temos missionários em 5 projetos de Plantação de Igrejas em Libras e diversos PGMs em Libras no Brasil.

Imagine viver em um mundo sem poder se comunicar com as pessoas à sua volta. Foi assim que viveu o jovem José Acácio durante anos. Nascido surdo em uma família de Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), seus pais por muito tempo não sabiam qual era o problema que o fazia não entender instruções básicas, e a comunicação com sua família era quase inexistente. Aos 17, sabia pouco de Libras e não frequentava a escola. Quando passou a aprender, a falta de instrução e comunicação o levou aos piores caminhos.

“Minha vida no passado era muito complicada. Eu queria ter dinheiro igual aos outros jovens. Então comecei a roubar as pessoas para beber e usar drogas. Eu era um cara muito violento, muito nervoso. Minha comunicação em casa era muito difícil. Não entender o que as pessoas estavam falando me dava uma tristeza muito grande e eu ficava pensando que era o único surdo no mundo. Aquilo trouxe uma angústia e uma depressão muito grande na minha vida”, conta José, hoje com 27 anos.

Nas primeiras vezes que foi à igreja, José sentia-se deslocado, pois ninguém podia traduzir para ele o que era falado. Para ele, era impossível conhecer a mensagem do Evangelho. Foi apenas com a visita da missionária Marília Manhães, do Ministério com Surdos de Missões Nacionais, que ele foi apresentado a Jesus, que poderia transformar sua situação.

“Foi o momento mais feliz para mim quando eu entendi o que as pessoas falavam. Depois do dia que eu entendi quem era Jesus, que eu recebi Jesus e Ele transformou a minha vida, eu comecei a desejar aprender mais de Deus e nunca mais quis pensar em viver aquilo que eu vivia antes”.

Depois que conheceu a mensagem do Evangelho, cresceu no coração de José Acácio o desejo de compartilhar com outras pessoas sobre Jesus, principalmente outros surdos, que viviam tão distantes do entendimento de Deus. Hoje, junto com o pastor Rafael Nascimento, da Igreja Batista em Libras de Vila Isabel, Rio de Janeiro (RJ), José Acácio é um líder de Pequeno Grupo Multiplicador em Libras (PGML) e tem levado transformação e vida por meio do Evangelho para a comunidade surda ao seu redor.

Extraído da Revista do Promotor, pg. 23, Campanha de Missões Nacionais 2017.

Jesus Transforma

HÁ TRANSFORMAÇÃO E VIDA PARA A CRACOLÂNDIA

Quero iniciar a minha palavra com o texto que sem dúvida norteou a minha conversão e que tem norteado o ministério para o qual o Senhor me chamou: “E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8.32). E foi a verdade do evangelho que iniciou a transformação na minha vida e na de muitos homens e mulheres que já haviam sido desenganados pela sociedade e hoje estão sendo alcançados pela Graça.

Hoje pela misericórdia do Senhor sou pastor e missionário dos batistas brasileiros por Missões Nacionais no Centro de Formação Cristã Cristolândia São Gonçalo/RJ, mas aproximadamente há sete anos estava exatamente na mesma situação em que se encontram os que auxilio hoje.

Por dois anos estive numa das maiores cracolândias do Brasil, a de São Paulo/SP. Devido a minha escolhas erradas me tornei um dependente químico quando ainda morava no interior de São Paulo com minha mãe e irmã. Iniciei como a maioria com o cigarro e álcool, mas logo pela pressão social comecei também com a cocaína, que, não mais me satisfazendo, me levou à pedra do crack. Perdi tudo que mesmo com a pouca idade havia conquistado: emprego, moto e apartamento, inclusive meu bem mais precioso, minha família. Minha mãe precisou sair da sua própria casa por não saber mais o que fazer. Acabei com tudo, me vi dormindo num papelão na minha própria casa. Uma dívida com o tráfico me fez parar em São Paulo, direto na cracolândia, onde fiquei por quase dois anos.

Mas a graça de Deus começava a chegar à terra do crack. E um dia, convidado para um café, banho e roupa limpa, conheci a Cristolândia, que frequentei inicialmente pelo serviço social, mas um dia quis saber que Verdade era aquela que tanto pregavam que poderia mudar minha vida. A pregação era sobre o endemoninhado gadareno. Naquele dia me rendi aos pés de Jesus. Fui internado e meses depois batizado, retomei o relacionamento com minha família, iniciei meus estudos e me casei. Em dezembro de 2015 o Senhor me deu o privilégio e responsabilidade de me formar no Seminário e ser ordenado o primeiro Pastor batista fruto da Cristolândia, e aquele que começou a sua obra é fiel para cumprir até o dia que o Senhor voltar.

Wellington Amorim
Pastor e Coordenador da Cristolândia São Gonçalo/RJ
Extraído da revista do Pastor, pg. 39, Campanha de Missões Nacionais 2017.

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MULTIPLIQUE O AMOR

Em um dos ensinos de Jesus aos discípulos, o Mestre alertou que chegaria o tempo em que, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriaria. Já vi muitas pessoas, dentro das igrejas, justificando que não há nada mais a fazer. “Como mudar um quadro social assegurado pelo próprio Cristo, não é verdade?”

Precisamos ficar atentos à duas questões. A primeira delas é que “muitos” não significa “todos”. Jesus conta comigo e com você para fazermos a diferença nesse tempo. A segunda, é que muitos podem multiplicar a iniquidade, mas a Igreja de Cristo deve escolher multiplicar o amor! Este é o nosso desafio. Ainda que a sensação seja de que estamos andando na contramão de um mundo tão carente, que as nossas ações reflitam o amor de Deus e promovam mudanças em nossa nação.

No calor do Sertão nordestino, no frio do Sul, no isolamento dos ribeirinhos na Amazônia, dentro das cracolândias e no abandono de cada criança precisamos espalhar as sementes do Amor que liberta, transforma e salva. É tempo de avançar multiplicando o amor de Deus!

Extraído da Revista do Promotor de Missões Nacionais 2016, pg. 26.

voce-esta-pronto

CHEGOU O NOSSO TEMPO!

Então eu lhes disse: Vocês estão vendo a situação terrível em que estamos: Jerusalém está em ruínas, e suas portas foram destruídas pelo fogo. Venham, vamos reconstruir o muro de Jerusalém, para que não fiquemos mais nesta situação humilhante.Neemias 2.17

Temos vivido um tempo de muitos protestos, dores e desamor. Infelizmente, estamos diante de uma geração que grita nas manifestações, mas silencia no caráter. Cobra da liderança política uma condução honesta, mas é corrupta diariamente nas pequenas ações.

Na Bíblia encontramos relatos de diversos homens e mulheres que foram usados por Deus e deixaram marcas de valor. Pautados nesses exemplos de conduta e fé precisamos fazer a diferença em nosso país. Chegou a nossa vez! Eu e você somos as pessoas que o Senhor quer usar para escrever uma nova história de amor e salvação.

Do Norte ao Sul do Brasil, vidas estão sedentas do Evangelho e precisam experimentar o poder transformador que só há em Cristo Jesus. Em locais isolados, como nas comunidades no Sertão Nordestino, na Amazônia, nos Lares que abrigam crianças em vulnerabilidade social e em meio às cracolândias do país, encontramos os nossos campos de atuação missionária. Não podemos perder tempo! Precisamos assumir o compromisso de orar, investir e dizer: Eis-me aqui!

É tempo de avançar! Você está pronto?

Extraído da Revista do Promotor de Missões Nacionais 2016, pg. 26.

Pessoas Valem a Pena!

PESSOAS VALEM A PENA!

No livro: “A Treliça e a Videira”. Colin Marshall e Tony Payne; os autores fazem uma metáfora que corresponde muito a minha visão de Ministério Cristão. Onde a estrutura da igreja (treliça) e a membresia (videira), caminham juntas. Mas, cada uma tem a sua importância dentro do sistema. Que haja treliça, mas que ela não sobressaia a videira carregada de bons frutos. A Treliça é necessária, mas a vida você só encontrará na videira. A obra fundamental de qualquer ministério cristão é pregar o evangelho de Jesus Cristo, é ver pessoas convertidas mudadas e crescendo para a maturidade nesse evangelho. É uma obra de plantar, regar, fertilizar e cuidar da videira. Lembrando que quem convence do pecado é o Espírito Santo e Deus, e não cabe a mim julgar se houve ou não conversão! Infelizmente o trabalho de fazer a videira crescer recai sobre poucos. A obra da videira é pessoal, exige muita oração, exige dependência de Deus, exige vida cristã!

Quantas pessoas, através da sua vida, estão ouvindo e vendo a Palavra de Deus, e , pelo poder do Espírito Santo estão crescendo em conhecimento e piedade? Devemos reconhecer que a autoridade de Jesus não é limitada. Ele é o Senhor soberano da minha rua, meus vizinhos, meu bairro, colegas de trabalho, família, nação… “Jamais” deveríamos parar de enviar missionários para pregar o Evangelho, mas devemos também ver o fazer discípulos como prioridade em nossos lares, vizinhanças, famílias e igrejas. Ser discípulo significa ser chamado a fazer novos discípulos.

No último fina de semana, tivemos com um grupo de 40 pessoas em engenheiro Passos, cuidando da videira, plantando, regando, fertilizando e colhendo frutos. Vivemos ali momentos únicos de aprendizado, comunhão, respeito, crescimento espiritual e presença da soberania de Deus. Deus é tremendo! E eu te faço um convite: Experimente viver esse Ministério Cristão! E reflita: — Hoje você faz mais parte da treliça ou da videira? Você é um Cristão trabalhador de videira?

Gilma Pina de Santana
Ministério Infantil PIBN

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EIS O DEDO DE MINHA MÃE!

Certa vez perguntaram ao imperador Napoleão Bonaparte qual seria a maior necessidade da França em sua época. Pensando que ele fosse dissertar sobre os problemas da economia, da política ou sobre assuntos da guerra, ouviram uma resposta clara, simples e categórica: “A França precisa de mães!

Claro que os tempos são outros, as tecnologias são outras, mas esta é ainda a melhor resposta e a maior necessidade da França, do Brasil e do mundo: “MÃES!” Mães que ensinem seus filhos a desviarem os olhos das coisas que perecem para fixá-los na realidade que permanece (João 6.27). Mães que embalem em seus filhos o sonho de uma sociedade melhor, mais justa, mais humana, menos violenta, menos consumista, menos imoral e menos corrupta. O mundo precisa urgentemente de mães que mostrem aos filhos o engano do dinheiro fácil, que os convençam de que é melhor ser pobre e limpo do que ser um rico enlameado.

O mundo precisa de mães que saibam dizer “não” e impor limites, mães que disciplinem seus filhos agora, para que não venham a perdê-los mais tarde. O mundo precisa de mães que instruam a criança no caminho em que deve andar, levando-as a respeitar os mais velhos com suas fragilidades e as autoridades com suas responsabilidades. Que ensinem seus filhos a serem amorosos, pacientes, responsáveis, fiéis e coerentes com a ética, com a moral e com os bons costumes. Mães que saibam que essas virtudes não são obra do acaso, mas resultado da oração da disciplina e do exemplo.

O mundo precisa de mães que indiquem aos filhos o caminho e a única saída honrosa para a criatura humana. Mães que amem a Deus e vivam com toda a intensidade na terra, sabendo que o destino dela e de seus filhos é uma morada eterna no céu. Há uma história que ilustra bem este fato: Ao sepultar sua mãe, o filho colocou sob o seu túmulo uma lápide e nesta a figura de uma mão apontando para o céu. Abaixo escreveu uma pequena frase: “Eis o dedo de minha mãe”.

O céu é o limite e o juízo final sobre todas as coisas.

Transcrito e adaptado do boletim da Primeira Igreja em Ribeirão Preto – SP.

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A Opção Pelo Simples.

Quando conversamos com vários casais nos encontros de casais que ministramos, nos deparamos com pais preocupados em oferecer o melhor para seus filhos e, não poucas vezes, desesperados diante das respostas débeis dos filhos.
Trata-se de pais conscienciosos que estimulam os filhos a serem bons estudantes e a desenvolverem suas habilidades motoras e cognitivas ao máximo, por meio de uma série de atividades extracurriculares, como o aprendizado de uma língua estrangeira, de um esporte ou de alguma habilidade artística.
Muitas crianças e muitos adolescentes iniciam várias destas atividades, simultânea ou sequencialmente, às vezes motivados pela novidade ou pelo estímulo de um amigo próximo, mas desistem depois de algum tempo alegando desinteresse ou cansaço. Os pais insistem oferecendo uma atividade alternativa, na esperança de motivar os filhos e finalmente encontrar algo que possa preencher o espaço. Para isso, muitas vezes têm de se sacrificar por horas a fio em meio ao trânsito caótico de grandes centros para levar e buscar os filhos em tais atividades.
Por vezes, arriscamos perguntar aos pais por que eles acreditam que os filhos necessitam desta infinidade de atividades para as quais demonstram pouco ou nenhum interesse. E as respostas geralmente oscilam entre a necessidade de equipar os filhos para enfrentarem uma sociedade competitiva e “porque todos os coleguinhas fazem”. Entretanto, o que constatamos é que muitos pais terceirizam as atividades lúdico-educativas dos filhos porque “perderam” a habilidade do simples.
Perguntei a um pré-adolescente se ele já tinha feito uma pipa ou construído um carrinho de rolimã junto com o pai. O pai estava ao lado e, constrangido, deu uma risada sem jeito. Eu perguntei a ele se nunca tinha construído um carrinho de rolimã em sua infância e ele disse que sim, mas que havia esquecido como se faz.
Os pais precisam tomar consciência de que o melhor investimento na educação dos filhos é o tempo de qualidade que podem dispensar a eles. Quando um filho ou uma filha brinca com os pais, desenvolve diversas habilidades (motoras e cognitivas) de uma forma tranquila e silenciosa, por meio da observação e da coparticipação. O simples fato de uma menina observar a mãe cortar uma cartolina para elaborar um cenário onde elas irão desenvolver uma brincadeira ou de um menino ajudar o pai a segurar uma ferramenta já é altamente estimulante para o desenvolvimento de habilidades. E arriscaríamos dizer que pequenas experiências como estas são mais estimulantes que atividades extracurriculares, porque nelas está presente um elemento fundamental para o aprendizado: o afeto!
Assim, o simples, como ter o filho ao lado, sentado no chão, empilhando pedacinhos de madeira na construção de um castelo, pode gerar um resultado melhor em termos de aprendizado que cinquenta aulas de bricolagem para crianças. Sempre me encanta o privilégio e igualmente a responsabilidade que Deus oferece aos pais de “criar os filhos” (Ef. 6.4), e penso que tal privilégio não deve ser transferido a terceiros com tanta facilidade – e até mesmo leviandade em alguns casos. Chego a pensar que nossa sociedade tem roubado certos direitos exclusivos da família (entre esses, o direito de educar os filhos) ao criar a mentalidade de que as crianças precisam ser superdesenvolvidas em inúmeras habilidades extracurriculares – como diziam os pensadores marxistas, os filhos são do estado e não dos pais, estes são meros procriadores.
Pais, não entreguem a outros o privilégio que é especialmente dado a vocês. Escolham o simples: tempo de qualidade com os filhos para desenvolver atividades lúdicas.

Carlos “Catito” e Dagmar Grzybowski
Revista Ultimato. Casamento e Família, pg. 40. Edição Julho-Agosto, 2014.

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Meu Pai, Um explorador do Presente.

O caminho é o fim mais do que chegar. A estrada sempre terá um destino, mas o que será que temos feito em vida para o que nos espera? Desfrutar o agora, com princípios morais e valores, é compreender a brevidade do tempo. É ter vida terrena em excelência. Acreditar no presente e ver nele possibilidades, para mim, é também a fé no que não se pode ver. Desta maneira fui sendo inserida neste mundo: crendo no agora. Vejo a vida do meu pai como a de um explorador – não é que não sinta medo, mas a fé faz para ele um escudo do qual não há o que temer se Deus estiver em seu caminho. E assim tem sido a sua vida. Sentindo e confiando no que está por vir. E hoje, aos 62 anos, vejo meu pai planejando subir o pico mais alto do Rio de Janeiro. No plano espiritual, ou em sua ânsia de viver, vejo um garoto que ainda quer desbravar pela fé e pelo agora. O que realizamos em vida, perpetua na eternidade. Viver é pra quem sabe aproveitar as efemeridades do tempo.

Sei que meu pai vive o que prega “se quiserdes e obedecerdes, comereis o bem desta terra” Isaías 1.19. Por isso a vontade de viver, trabalhar e desfrutar do momento presente como um presente. “Quem passou pela vida e não sofreu, passou pela vida e não viveu”. Sei que tudo o que meu pai passou e sofreu com a enfermidade da primeira esposa também não foi em vão; Sei que a decisão de obedecer e seguir a Cristo e deixar uma carreira de 15 anos no Exército não foi em vão; Sei que as lutas no campo missionário e também ao voltar para Nilópolis serviram para aumentar mais a fé e a certeza de que Deus estaria com ele em todos os momentos. Com certeza devemos aproveitar os momentos que temos porque já somos abençoados na terra.
Parabéns, pai, pelos 29 anos de consagração ao Ministério da Palavra de Deus. Continue na sua exploração, continue na sua caminhada porque nós, sua família e sua igreja, estamos com você.

Priscila Brandão e família

Vontade De Deus

Até que se torne o meu jeito de ser.

Na primeira aula do Curso de Discipulado recebi a primeira tarefa: “personalizar o Salmo 1”. Desde então fui desafiada a pensar e escrever na 1ª pessoa, ou seja, Deus estava me chamando para um “particular”, apesar de ser um curso onde uma turma se dispõe a aprender junto, cada um de nós (alunos) fomos convocados para uma aula particular com o “Mestre dos Mestres”. Esse para mim, em particular, foi um grande desafio. Investigar e por à prova minhas motivações, ações e fé não foi nada fácil.

Fui convidada a olhar francamente minha própria realidade e deixar que Deus me libertasse para uma vida cristã autêntica e coerente. Uau!! E agora? Permito-me ou não a essa exposição? Confio ou não em meus líderes? Escolhas que tive que fazer durante o curso. Aliás, somos desafiados a fazer escolhas na vida cristã em todo tempo. No curso, isso foi intensificado. Tive que escolher aproveitar a oportunidade de cura que Deus estava me dando ou não. Graças a Deus que escolhi aproveitar. Foram muitos confrontos comigo mesma e com o Espírito Santo de Deus. Ele me disse claramente através do texto de Efésios 4.22-24: “busque uma maneira completamente nova de viver, uma vida moldada por mim, uma vida renovada no interior e que demonstre sua conduta, à medida que Eu reproduza Meu caráter em você”.

A despeito de minhas fraquezas, medos e sentimentos, me colocar diante do meu Mestre para que Ele me ajude a ter raízes fortes que alcancem águas profundas e assim, nos dias de seca eu permaneça viçosa e produzindo frutos. (Jeremias 17.7-8).

Quero terminar com alguns trechos do poema de Myrtes Mathias que intitula esse editorial:

Senhor, eis-me aqui, mais uma vez, para uma prece de entrega e aceitação. Sozinha. Filho, marido, pai, irmãos, amigos, lar, trabalho, prestígio, carência de saúde e afeto, sonhos, ambições… Ficaram lá… Além distante. Pertencem-Te. (…) Eu preciso vir integralmente, mas só. Apenas como criatura Tua. E há um calmo desespero nessa persistência dolorosa em busca de Ti. Porque sei que tudo estará bem quando o Amor for colocado na ordem que o posicionaste: ‘Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, toda a tua força, todo o teu entendimento…’ Como consegui-lo eis a questão. Porque diante dessa imensidade, que há de caber toda em meu coração, sinto-me criança do Curso de Alfabetização, a repetir infinitamente o texto, menos por compreendê-lo que para agradar a Quem a ensina, até o momento mágico em que, sem saber como, descobre que já sabe ler: – Senhor meu Deus, eu Te amo de todo o meu coração, toda a minha força, todo o meu entendimento… Faze isto claro em meu consciente, meu inconsciente, até que se torne um modelo de vida, o meu jeito de ser. Se tem que haver uma poda ou um enxerto, que o seja, mas dá-me a bênção de sentir-me ligada diretamente a Ti, como um canal por onde há de fluir a Graça que me fará perdoar, aceitar, amar a mim mesma, como obra Tua, e assim perdoar, amar, aceitar o meu próximo, na proporção que ordenaste e esperas de cada filho Teu: ‘… e ao teu próximo como a ti mesmo (…)’ “.

Euzilane da Silva Viegas