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Nilton José da Silva

Primeiro Amor

Sou grato ao acordar,
sou grato ao me levantar.
Sou grato pelo pão, diante do Eterno em oração.
Sou grato por meus amigos, pela igreja, por meus irmãos em Cristo.
Sou grato por demandas boas e ruins que a vida proporciona a mim.
Em tudo dou graça!
Haverá sempre em meu coração : GRATIDÃO!!
Tudo porque o meu Deus, além de me dar vida, se importa comigo.
Então, quero ser instrumento dessa ação, estender ao meu semelhante a minha mão.
Levar a mensagem do meu Salvador
através de atitudes movidas por seu amor. Amor repartido, que cuida, dá esperança e transforma vidas. Amor verdadeiro, que emana do coração de Deus e me envolve por inteiro.
Por tanto amor, eu sou grato! Por isso, amo, porque Ele me amou primeiro.

Nilton José da SilvaRedação vencedora do II concurso de Redação&Desenho Missionário da PIBN “Porque Ele me amou.”

Missões Mundiais

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus.”

A necessidade de sermos transformados apenas ratifica a experiência negativa sofrida pela humanidade na pós-formação – a deformação. Muitos ignoram para o que nasceram: homens e mulheres que vivam consoantes à glória de Deus.

Deus confiou à Igreja a missão de colaborar na transformação do mundo em seu entendimento errôneo de autossuficiência; e, no mesmo viés, devemos colocar sub judice, uma provável transformação do entendimento da igreja de Jesus sobre sua perspectiva de transformação e salvação do mundo.

Em meio ao contexto vivido pelo apóstolo Paulo, de prisão e perseguição, que agora se alastra, tornando-se uma realidade aos Filipenses, ele estimula a igreja que tenha “alegria” nas adversidades. Essa carta é conhecida como “a carta da alegria”, apesar da realidade paulina depor contra.

A transformação que o mundo necessita não está na solução de seus problemas, aparentemente insolúveis à humanidade, como a extinção da intolerância, mas na mudança do seu entendimento, Rm 12. Nosso papel é manifestar a mensagem do evangelho, em todo o tempo, a todas as pessoas, em todos os lugares, com a própria vida, cujo fito é a mudança do entendimento daqueles que: “..o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus..”, II Co 4:4. Com o profeta Jonas não é diferente: “Nínive tem mais de 120 mil seres humanos que não sabem nem discernir entre a mão direita e a esquerda, tampouco entre o bem e o mal…”. (Jn 4:11)

Os discípulos andaram com aquele que transformou e salvou muitos da observância da lei, e do entendimento errôneo da libertação da opressão de Roma aos judeus. Não devemos nos curvar em suprir o mundo daquilo que ele imagina precisar, mas, levar à humanidade o necessário à sua transformação, a mensagem que transforma vidas: “arrependei-vos.”

Com a mudança do entendimento, há mudança no comportamento. O mundo carece da “manifestação dos filhos de Deus”, pois “..toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” ( Rm 8:19, 22)

Enfim, “transformar o mundo com a alegria de Jesus” é impactar o mundo com a mesma disposição de Habacuque em alegrar-se no Senhor: “..ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira..”, Hc 3:17. Nossa alegria não deve estar firmada nas condições favoráveis da vida, mas deve ser perene.

Fomos transformados, não para nosso deleite, mas para fazermos como o apóstolo, que viu sua vida como suprimento à necessidade espiritual dos seus irmãos, Fp 1:24-25: “Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne…e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé..”

Ter a alegria de Jesus é vivermos satisfeitos, ainda que as mudanças não ocorram, pois em nós já houve a transformação do nosso entendimento.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

post_11fev18

APRENDENDO A ORAR COM JESUS AO DEUS QUE NOS CONHECE

Ao dizer na oração do Pai Nosso que Deus sabe o que é necessário para nós, Jesus estava ensinando na oração sobre a onisciência de Deus. Deus é um ser onisciente. A palavra onisciente é formada do prefixo de origem latina ONI, que significa aquele que tem conhecimento de toda coisa.
É justamente aqui que pode abrigar as nossas crises relacionadas às orações que fazemos. É o momento de perguntas diante do fato ruim que nos acometa, e Deus, sendo onisciente permite o infortúnio. São os porquês que são colocados diante de Deus, para os quais Deus se cala, e nos aborrecemos.

O que você responderia às famílias do Submarino ARA San Juan, que desapareceu no dia 15 de novembro de 2017, com 44 pessoas a bordo, e Deus sabia que aconteceria aquilo? Você não responderia absolutamente nada. Há coisas que nós não desvendamos, porque o nosso raciocínio está relacionado às coisas da terra, é raciocínio raso.

Paulo, o apóstolo, tinha também suas limitações ao tentar compreender o porvir. Ele entendia que via as coisas de Deus como por espelho, em enigma, mas um dia conheceria completamente quando estivesse face a face com Deus (1 Co. 13.12).

Apesar de limitados que somos, é importante refletirmos sobre o Deus que nos conhece, com base na explicação de como devemos orar (Mt. 6.8). O Deus que nos conhece é sabedor das nossas dificuldades. Esse saber de Deus é uma de suas qualidades, a onisciência. Isso quer dizer que Ele sabe de tudo que esteja ocorrendo conosco, nós sabemos em parte.

O salmista teve essa experiência. Ele escreveu que Deus conhecia o seu sentar e o seu levantar; de longe entendia o seu pensamento (Sl. 139.1-2). Num outro contexto o profeta Isaías registrou: “E será que, antes que clamem, eu responderei; estando eles ainda falando, eu os ouvirei” (Is. 65.24). Deus nos conhece e fará o melhor para nós, embora não entendamos os vendavais da vida que naufragam nossos barcos.
O Deus que nos conhece sabe das dificuldades antes de nós. Isso significa que ao pedir a Deus um emprego, Ele já o sabe. Pode surgir novamente aquela surrada pergunta: se sabe, por que pedir? Acontece que pedir é algo totalmente bíblico. Foi Jesus quem nos ensinou a pedir por meio da oração (Mt. 7.7-11).

Conta-se que George Müller orou durante cinquenta e dois anos pela conversão de alguém que lhe era querido. Só um tempo depois de sua morte que a pessoa conheceu a Cristo como seu Salvador. Pedir foi a parte que coube a Müller, fazer foi a parte de Deus. Pedir é a nossa parte. Fazer é a parte de Deus. Vivamos nessa esperança, dizem que ela não morre.


Pastor Antonio Carlos de Lima

Jesus Transformação e Vida No Sertão

Jesus: transformação e vida no Sertão

“Porque a graça de Deus se manifestou salvadora a todos
os homens.” Tito 2.11 (NVI)
Em 2015 tive o privilégio de participar da Trans Sertão
em Bom Jesus da Lapa. Fui acolhida pelo pastor Ralison,
missionário da JMN. Ao viajar pela estrada até à
base na qual fiquei 13 dias, vi o vermelho da seca, senti
o cheiro do pó da terra que grita por água e ouvi histórias
de um povo que precisa de vida.
Visitamos muitas casas aplicando o material de Relacionamento
Discipulador baseado no livro de João,
e com isso vivenciamos a expressão que carregávamos
na camiseta: Jesus Transforma. Em meio à seca e desesperança
presenciamos Jesus derramar vida sobre
os que o aceitaram como seu único e suficiente Salvador.
Um exemplo disso é o senhor José e sua família,
que ao conhecerem a Palavra anunciaram para mais 20
pessoas ao redor da sua casa.
A pergunta que fica é: Como ouvirão se não houver
quem pregue? (Rom 10.14). Este é o nosso chamado
primordial: fazer discípulos e ensiná-los (Mat 28.18,19)
para que sejam transformados pela Verdade da Palavra
e tenham vida abundante em Cristo.

Elaine Oliveira
Ministra de Educação Cristã da
Igreja Batista do Bacacheri (PR)

Missões Nacionais

JESUS, TRANSFORMAÇÃO E VIDA! MINISTÉRIO COM SURDOS

Viver em uma sociedade onde sua língua e cultura é desconhecida é a realidade de 9,6 milhões de surdos brasileiros, que são inibidos de se comunicar, participar da sociedade como cidadãos ativos e, principalmente, de experimentar a alegria de conhecer o Seu Criador. Eles têm que ouvir a mensagem do Evangelho, e isso deve acontecer de forma contextualizada. Estamos avançando na capacitação de líderes e disseminação do grande desafio de alcançarmos esse grupo estratégico. Pela graça de Deus, atualmente temos missionários em 5 projetos de Plantação de Igrejas em Libras e diversos PGMs em Libras no Brasil.

Imagine viver em um mundo sem poder se comunicar com as pessoas à sua volta. Foi assim que viveu o jovem José Acácio durante anos. Nascido surdo em uma família de Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), seus pais por muito tempo não sabiam qual era o problema que o fazia não entender instruções básicas, e a comunicação com sua família era quase inexistente. Aos 17, sabia pouco de Libras e não frequentava a escola. Quando passou a aprender, a falta de instrução e comunicação o levou aos piores caminhos.

“Minha vida no passado era muito complicada. Eu queria ter dinheiro igual aos outros jovens. Então comecei a roubar as pessoas para beber e usar drogas. Eu era um cara muito violento, muito nervoso. Minha comunicação em casa era muito difícil. Não entender o que as pessoas estavam falando me dava uma tristeza muito grande e eu ficava pensando que era o único surdo no mundo. Aquilo trouxe uma angústia e uma depressão muito grande na minha vida”, conta José, hoje com 27 anos.

Nas primeiras vezes que foi à igreja, José sentia-se deslocado, pois ninguém podia traduzir para ele o que era falado. Para ele, era impossível conhecer a mensagem do Evangelho. Foi apenas com a visita da missionária Marília Manhães, do Ministério com Surdos de Missões Nacionais, que ele foi apresentado a Jesus, que poderia transformar sua situação.

“Foi o momento mais feliz para mim quando eu entendi o que as pessoas falavam. Depois do dia que eu entendi quem era Jesus, que eu recebi Jesus e Ele transformou a minha vida, eu comecei a desejar aprender mais de Deus e nunca mais quis pensar em viver aquilo que eu vivia antes”.

Depois que conheceu a mensagem do Evangelho, cresceu no coração de José Acácio o desejo de compartilhar com outras pessoas sobre Jesus, principalmente outros surdos, que viviam tão distantes do entendimento de Deus. Hoje, junto com o pastor Rafael Nascimento, da Igreja Batista em Libras de Vila Isabel, Rio de Janeiro (RJ), José Acácio é um líder de Pequeno Grupo Multiplicador em Libras (PGML) e tem levado transformação e vida por meio do Evangelho para a comunidade surda ao seu redor.

Extraído da Revista do Promotor, pg. 23, Campanha de Missões Nacionais 2017.