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Pastor Levy de Abreu Vargas

“POLÍTICA NÃO É COISA DE CRENTE!”

Amados, sabemos o quanto a função política está desgastada, mas sabemos também o quanto ela é necessária para o bem estar, segurança, saúde, transportes, emprego, entre tantas outras atividades ligadas ao poder político e, não se escandalizem, a Política tem uma relevante conotação espiritual, pois dela dependem todas as liberdades pelas quais tanto lutamos.

A Bíblia nos revela o poder político dado por Deus a homens como Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué, Davi, Neemias, Isaías e Daniel. Mas também nos ensina que Ele dá esse mesmo poder aos ímpios para o castigo do povo rebelde. Jeremias 25.9. Portanto, é responsabilidade nossa zelar pelas instituições, orar pelas autoridades e trabalhar pela depuração dos nossos representantes para que tenhamos justiça, paz e prosperidade.

A vida inteira nos ensinaram que política é coisa suja, feita por gente interessada em roubar os cofres públicos e empregar parentes e, pior, QUE POLÍTICA NÃO ERA COISA DE CRENTE!!! Mentira, mentira e mentira. A vida pública é tão importante quanto sua vida espiritual e cada uma tem o seu papel na sociedade. A Igreja precisa sair do seu conforto e entender que se quer mudanças precisa participar e se envolver de verdade.

Entenda, esse não é melhor momento para se omitir, ignorar ou tratar com leviandade um assunto tão sério. As eleições Municipais são as mais importantes do país, a escolha errada neste dia trará consequências ao longo dos próximos quatro anos, portanto, é dever de todos votar com responsabilidade. Vote com a razão e despreze aqueles que tentam comprar o seu voto e sua consciência.

Na verdade política não é mesmo coisa de crente, ela é “coisa” de todos que minimamente se sentem responsáveis por sua cidade e por sua geração. Portanto, ore a Deus, seja responsável, vote com sua consciência tranquila e com sabedoria.

Pastor Levy de Abreu Vargas

Pastor Levy de Abreu Vargas

FAMÍLIAS DIVIDIDAS

Tenho visto com muita preocupação o a intransigência dos poderes da República, se degladiando e tentando usurpar um ao outro as suas funções constitucionais. Confesso que ando sem paciência para assistir aos noticiários francamente tendenciosos, trazendo ao público o que há de pior na vida pública e consequentemente cultivando na sociedade uma revolta que pode ter consequências desastrosas.

A questão ideológica (direita e esquerda) está tão polarizada que tememos pela unidade da família. Uma pesquisa feita nos Estados Unidos no dia de ação de graças de 2018 (O feriado mais importante depois do Natal) revelou que filhos que apoiaram a candidata democrata, não visitaram pais que apoiaram o candidato republicano e, se o fizeram, o tempo médio de permanência juntos diminuiu drasticamente.

A política não pode dividir as famílias. Ela deve estar acima disso e a grandeza está em respeitar as opiniões sem romper os vínculos. Partidos surgem e desaparecem. Políticos têm momentos de glória e desgraça. Governos vêm e vão, mas os laços de família devem ser mantidos, por mais traumáticos que possam parecer. A família nos trouxe até aqui e temos a responsabilidade de leva-la pelo menos até a próxima geração, mas a política não tem compromisso com a família, o único compromisso que ela tem é com o poder, e este é efêmero por natureza.

Sobre esta relação com o poder, o Apóstolo Paulo nos dá uma lição muito interessante: Disse ele: “Toda alma esteja sujeita à autoridade e não há autoridade que não seja permitida por Deus. Quem resiste a autoridade, resiste ao próprio Deus e trarão sobre si as consequências da sua desobediência (Romanos 13.1-7). Roma era tirana, Roma era opressora. Roma perseguiu e matou muitos Cristãos até o início do quarto século, mas Deus ordenou que toda alma estivesse sujeita às autoridades, e isso não foi revogado.

Parece contradição, mas não é. Jesus nos ensinou a amar os nossos inimigos, fazer bem aos que nos perseguem e orar pelos que nos maltratam, afim de que sejamos de fato filhos de Deus (Mateus 5.43-48), portanto, oremos por nossas autoridades, mas jamais deixemos que elas venham dividir as nossas famílias.

Pastor Levy de Abreu Vargas