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Minha semente de fé.

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus”, ofertando.

Tão importante quanto a chegada é o caminho percorrido…”. Neste ínterim, entre a largada e a chegada, precisamos considerar o percurso, que vai definir o saldo, os frutos da nossa caminhada. Porque não basta chegar, precisa haver qualidade no caminho. Só posso esperar um destino diferente se mudo o meu rumo, o meu entendimento. Nesta senda não posso me deter em mim mesmo, buscando suprir-me, sem observar o contexto em que vivo.

Há um projeto desenvolvido pela Ação Social de nossa igreja chamado “Desapega”, que talvez devesse ter sido aplicado ao povo de Israel. Esse povo que peregrinou por 40 anos no deserto, cuja geração saiu do Egito e não entrou na terra prometida, foi uma geração que não se desapegava, que trazia a reboque o Egito em suas mentes: uma vida de murmuração, idolatria e constante insatisfação com Deus.

Transformar o mundo…” requer a minha transformação, e o entendimento da Palavra de Deus como premissa.
Há uma demanda que Deus confiou a nós; que não nos foi dada por pastores ou líderes: “…ide e fazei discípulos de todas as nações.” Ide – não é apenas nos determos ao anúncio do que cremos, mas sermos parte do que cremos. Não é apenas confiar na resposta de Deus, mas sermos essa resposta. Não é o nosso senso de responsabilidade ou tão somente nossa devoção ao Senhor que nos faz obedecê-lo. Antes de tudo, precisa haver o convencimento pelo seu Espírito de que é realmente a mim que Ele diz: “ide.” Esse imperativo foi dado à igreja, e não a um “punhado” de missionários. Essa ordem abarca os pilares necessários: a oração, o sustento missionário, a mobilização de pessoas e o compartilhar a Verdade.

Se compreender que estou em missão, aliado aos milhares de missionários no mundo, vejo que “O campo é mundo”. Portanto, estou em meu campo missionário.
Passo a crer que o coração e mente do Senhor estão sobrepostos aos meus, alinhando-me a Ele. É gerada em minhas entranhas uma grande insatisfação, não mais com minhas conquistas, bênçãos aguardadas, sonhos não realizados, ou minha enfermidade não curada, mas vivo fitando a lastimável condição espiritual de mais de 3 bilhões de pessoas perdidas, vivendo nos países da janela 10×40, e um Deus que me olha e pergunta: “Quem irá por nós…

Já não são mais os meus termos que prevalecem na caminhada. Minha atenção, agora, está nas placas indicativas, que antes eram ignoradas. Na minha caminhada, não atuo mais como o sacerdote ou o levita da parábola, mas passo à condição de samaritano, que abri mão do seu tempo; que usa o que tem, muda o percurso, para sarar as feridas de um abandonado desconhecido.

Transforme-se, e “transforme o mundo com a alegria de Jesus.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

Missões Mundiais

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus.”

A necessidade de sermos transformados apenas ratifica a experiência negativa sofrida pela humanidade na pós-formação – a deformação. Muitos ignoram para o que nasceram: homens e mulheres que vivam consoantes à glória de Deus.

Deus confiou à Igreja a missão de colaborar na transformação do mundo em seu entendimento errôneo de autossuficiência; e, no mesmo viés, devemos colocar sub judice, uma provável transformação do entendimento da igreja de Jesus sobre sua perspectiva de transformação e salvação do mundo.

Em meio ao contexto vivido pelo apóstolo Paulo, de prisão e perseguição, que agora se alastra, tornando-se uma realidade aos Filipenses, ele estimula a igreja que tenha “alegria” nas adversidades. Essa carta é conhecida como “a carta da alegria”, apesar da realidade paulina depor contra.

A transformação que o mundo necessita não está na solução de seus problemas, aparentemente insolúveis à humanidade, como a extinção da intolerância, mas na mudança do seu entendimento, Rm 12. Nosso papel é manifestar a mensagem do evangelho, em todo o tempo, a todas as pessoas, em todos os lugares, com a própria vida, cujo fito é a mudança do entendimento daqueles que: “..o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus..”, II Co 4:4. Com o profeta Jonas não é diferente: “Nínive tem mais de 120 mil seres humanos que não sabem nem discernir entre a mão direita e a esquerda, tampouco entre o bem e o mal…”. (Jn 4:11)

Os discípulos andaram com aquele que transformou e salvou muitos da observância da lei, e do entendimento errôneo da libertação da opressão de Roma aos judeus. Não devemos nos curvar em suprir o mundo daquilo que ele imagina precisar, mas, levar à humanidade o necessário à sua transformação, a mensagem que transforma vidas: “arrependei-vos.”

Com a mudança do entendimento, há mudança no comportamento. O mundo carece da “manifestação dos filhos de Deus”, pois “..toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” ( Rm 8:19, 22)

Enfim, “transformar o mundo com a alegria de Jesus” é impactar o mundo com a mesma disposição de Habacuque em alegrar-se no Senhor: “..ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira..”, Hc 3:17. Nossa alegria não deve estar firmada nas condições favoráveis da vida, mas deve ser perene.

Fomos transformados, não para nosso deleite, mas para fazermos como o apóstolo, que viu sua vida como suprimento à necessidade espiritual dos seus irmãos, Fp 1:24-25: “Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne…e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé..”

Ter a alegria de Jesus é vivermos satisfeitos, ainda que as mudanças não ocorram, pois em nós já houve a transformação do nosso entendimento.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo