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Porque Fazer Campanhas Missionárias

Por que fazer campanhas missionárias?

“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.” 2 Coríntios 8.3,4

A campanha (assistência aos santos) referida em 2 Coríntios tinha o objetivo de ajudar os crentes da Judeia em um período de crise: cristãos de todo o mundo ajudando os de uma única parte. O exemplo dos macedônios, que insistiram em participar, é impactante.

Diferentemente dos macedônios, e por vários motivos, muitos ainda fazem a pergunta: Por que fazer Campanha missionária? E essa pergunta geralmente vem acompanhada de outras: Por que não fazemos missões sozinhos? Por que não investimos aqui perto? Por que não atendemos nossas necessidades primeiro? Com todo o respeito, essas perguntas são egoístas e ingratas. Se os crentes do passado tivessem feito os mesmos questionamentos e desistido de enviar missionários, nós não conheceríamos Jesus, hoje.

Mas, então, por que fazer missões através de Juntas e Campanhas missionárias? Porque a propagação do evangelho não é igual em todas as regiões do mundo. No Brasil, por exemplo, estatisticamente, temos uma igreja para cada 900 pessoas, mas isso é só estatística. Na verdade, temos regiões inteiras sem nenhuma igreja evangélica. No Sertão nordestino, por exemplo, mais de 6 milhões de pessoas nunca ouviram falar de Cristo de forma intencional.

Todas essas regiões não alcançadas – sejam bairros, cidades ou países – só serão atingidas se os que já conhecem a Verdade enviarem missionários e investirem na plantação de igrejas, como um dia alguém fez conosco.

As campanhas missionárias tentam equalizar essa questão e evangelizar toda a região que for enfatizada, não só com a evangelização em si, mas também com outras ações, como a construção de templos e obras sociais (a campanha de 2 Coríntios 8). Algumas regiões já estão mais desenvolvidas em termos de alcance e menos necessitadas de ajuda para missões diretamente ligadas à plantação de igrejas, contudo, ainda assim, precisam de ajuda para outras formas de alcance da Palavra, como obras sociais (como o projeto Cristolândia) e crescimento de igreja (como é o movimento de Igreja Multiplicadora).

Campanhas missionárias unem todas as igrejas num mesmo objetivo, proporcionando o surgimento de mais vocacionados, de mais intercessores e o levantamento de ofertas para financiar o avanço missionário. Ao fazer assim, a igreja não delega sua missão, afinal:

• A Junta é administrada e auditada pela CBB (Convenção Batista Brasileira), que é a representação das Igrejas Batistas a ela filiadas.

• Os recursos financeiros da Junta vêm das igrejas.

• Os vocacionados e, consequentemente, os missionários vêm das igrejas.

• Os intercessores são os membros das igrejas.

• É às igrejas que os missionários prestam relatórios, ao final.

• O resultado dos projetos missionários é uma igreja, organizada pelos princípios batistas, ou a representação dos batistas em ações de compaixão e graça, no caso das Cristolândias.

A responsabilidade pela tarefa, e sua execução, é da igreja, ao final. Ela não delega essa responsabilidade, apenas utiliza meios cooperativos de fazê-lo, pois sem a igreja, as Juntas simplesmente não existiriam.

Concluindo, ao fazer uma Campanha missionária, independentemente da questão da oferta, a igreja conhece desafios, é informada da ação de Deus através dos missionários, enfim, a igreja tem sua visão missionária despertada para cumprir seu papel dentro da missão divina de reconciliar consigo o mundo.

Pr. Milton Monte
Gerente Executivo de Mobilização de Missões Nacionais
(Texto extraído do site da Junta de Missões Nacionais – Link)

José Carlos Dias de Freitas

“Porque Ele me ama, reparto.”

Onde está a autenticidade de um cristão? Como reconhecê-lo em meio num mundo de desamor? Para essas perguntas, encontramos a resposta na carta de I Jo 3: 10 e 14. O amor é a marca do cristão; é quando somos reconhecidos como discípulos de Cristo. 1Jo 3:23 e Jo 13:35. É o que deve nos definir e permear nossas ações. Tudo que somos e fazemos, deve ter sua origem no amor, do contrário, seremos “como o metal que soa ou como o sino que tine.” (1Co 13:1)

Hoje, findamos mais uma campanha de missões, cujo objetivo é trazer à memória o nosso chamado missionário, despertando-nos para sermos, no mundo, o que Cristo diz que já somos: luzeiros e sal da terra.

A verdadeira nobreza do cristão não está no ato de repartir, tão somente, mas na compreensão bíblica de como fazê-lo: “..não saiba a tua mão esquerda o que faz a tua direita;” Mt 6:3. Tão importante quanto repartir é ter a motivação correta.

Campanha missionária nada tem a ver com dinheiro, mas com oferta de um coração generoso e regenerado. Deus chama os jovens e adultos para ofertarem uma porção do seu tempo com projetos das juntas missionárias de evangelização pelo Brasil, para encherem a terra do conhecimento da glória do Senhor.

Um dos textos mais apaixonantes que tenho compartilhado, está em 2Co 8, que fala das igrejas da Macedônia, que, em meio à tribulação e profunda pobreza, abundavam no gozo e riquezas de generosidade voluntária. Uma igreja que insistiu por participar do socorro financeiro a outros irmãos da Judéia, que passavam necessidade, sendo ela mesma uma igreja pobre.

Um critério para repartir conforme a Palavra de Deus é sermos a própria oferta missionária. Dentre nossos irmãos macedônios muitos não tinham o que dar, no entanto, “a si mesmos se deram primeiramente ao Senhor, e depois a nós, pela vontade de Deus”, 2Co 8:5. Esses cristãos ofertaram os seus corações antes do valor financeiro para sanar aquela necessidade.
“Porque Ele me amou, reparto”, é o resultado de um coração que ama. Não reparto a partir da necessidade alheia, exclusivamente; não da sobra do meu tempo, ou da minha juventude, mas a partir do seu amor que em mim opera.

José Carlos Dias de Freitas
Min. Missões&Evangelismo

José Carlos Dias de Freitas

“Porque Ele me amou” – Multiplico Discípulos

Não é a força nem o poder, mas o amor que motiva o ser humano as mais nobres atitudes. Ele é capaz de empenhar sua vida em favor de um propósito, e romper as barreiras sociais, religiosas e culturais em si mesmo.

Multiplicar discípulos é um mandamento deixado por Cristo. Ele amou e ensinou com o objetivo de que fossemos, hoje, tão incisivos quanto Ele no cumprimento da vontade do Pai – “Ide, fazei discípulos..” Mt 28:19.

Jesus confiou aos seus amigos o mais profundo do seu coração. Ele chorou por seu amigo Lázaro, lamentou sobre Jerusalém, e os incitou que orassem com Ele no momento de sua angústia no Getsêmani.
Estar com alguém, ensinar-lhe as escrituras, não é exclusivamente multiplicar discípulos. Jesus imprimiu de forma indelével nos seus, o seu propósito de vida – “dar a sua vida pelos amigos”, IJo 3:16, pois “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos.” Jo 15:13. Ele queria que seus discípulos andassem e amassem como Ele.
Paulo mostra que multiplicar discípulos é dedicar sua vida, abdicando do seu bem estar, da segurança de seus planos, para formar Cristo em outras pessoas.

Na iminência de entrar em Jerusalém, Paulo é avisado pelo Espírito, e ratificado por outros irmãos de que ali o “esperam prisões e tribulações.” O apóstolo estava “pronto não só a ser preso, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” Atos 20:23 e 21:13b. O compromisso de Paulo na multiplicação de discípulos é constrangedor e inspirador, ao menos para mim. Ele trata essa multiplicação como uma ação urgente e imperiosa.

Nossa Junta de Missões Nacionais mantém, em todos os estados do Brasil, projetos missionários com o objetivo de multiplicar discípulos de Cristo em campos pioneiros, com ênfase nos povos não alcançados. Em 2019, os batistas brasileiros organizaram 13 novas igrejas em nosso país. Somos hoje 925 missionários batistas, onde 70% deles atuam entre os povos menos evangelizados. Em 2019, foram criados 73 novos projetos de plantação e revitalização de igrejas; e 1.170 batismos realizados por meio de Missões nacionais. Suas ofertas e orações têm promovido essa obra.

Portanto, “Porque Ele me amou”, multiplico discípulos, e promovo condições para que nossos missionários sejam instrumentos de Deus no crescimento e fortalecimento de igrejas espalhadas em nosso território. Façamos isso, Porque Ele nos amou.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

José Carlos Dias de Freitas

“Porque Ele me amou” – AMO

O amor de Deus é o agente que viabiliza todas as relações, seja humana ou divina. Não há abordagem com tamanha eficácia capaz de restaurar relações interpessoais, independentes de sua afinidade e natureza, “porque o amor cobrirá uma multidão de pecados.” IPe 4:4b

“Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”, IJo 4:19, é a divisa da nossa campanha de missões nacionais de 2020, e o que denota essa condição é o amor de Deus, que não começou em nós, mas nos alcançou e nos transformou.

O apóstolo Paulo ratifica a indisposição do coração humano de amar por si: “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.”, Rm 7:18. Amar como Cristo, é competência do Espírito Santo de Deus, e, demonstrado, explicitamente, na Sua obra redentora. Esse amor não traz passividade ou busca de benefícios pessoais, mas atitudes altruístas, que se presta a Amar, Multiplicar, Ofertar e Repartir com o próximo. Tal mandamento não deve ser ignorado, pois dele depende nosso conhecimento de Deus; nosso senso de pertencimento a Ele e a evidência de que nascemos Dele.
Ter a oportunidade de provar do amor de Deus, e conhecê-lo, é a essência para a vida de todo o ser humano.

É excelente oportunidade, em plena campanha de missões, meditarmos sobre as nossas motivações. Toda a ação de Deus se explica em seu amor, e não é motivada pela necessidade humana. Esse mesmo amor deve nos mover em direção às pessoas, não exclusivamente às suas carências.

Nossa essência e natureza, quando estamos em Cristo, é o amor. “Disso somos feitos.” Portanto, “Porque Ele me amou”, assim também o faço, e com atitudes de compaixão e graça, ao perdido. Faço isso no amor herdado de Cristo, que “..deu a sua vida por nós..” ensinando que “..nós devemos dar a vida pelos irmãos.” (IJo 3:16).

A igreja de Cristo foi tirada do pecado, mas não foi tirada do mundo, está aqui, para ensiná-lo a amar, através de seu próprio testemunho, buscando cessar a crise de amor que há na humanidade.

Quando nossas atitudes se assemelham a de Cristo, rompemos o maior desafio. Daí, atuaremos como Paulo, que na iminência de entrar em Jerusalém, embora o Espírito dissesse que ali o aguardavam “prisões e tribulações”, ele não reputou a importância de sua vida em detrimento ao amor pelos irmãos: “Mas em nada tenho minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” At. 20:24

Tudo isso, “Porque Ele me amou”, diria o apóstolo.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões&Evangelismo

Minha semente de fé.

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus”, ofertando.

Tão importante quanto a chegada é o caminho percorrido…”. Neste ínterim, entre a largada e a chegada, precisamos considerar o percurso, que vai definir o saldo, os frutos da nossa caminhada. Porque não basta chegar, precisa haver qualidade no caminho. Só posso esperar um destino diferente se mudo o meu rumo, o meu entendimento. Nesta senda não posso me deter em mim mesmo, buscando suprir-me, sem observar o contexto em que vivo.

Há um projeto desenvolvido pela Ação Social de nossa igreja chamado “Desapega”, que talvez devesse ter sido aplicado ao povo de Israel. Esse povo que peregrinou por 40 anos no deserto, cuja geração saiu do Egito e não entrou na terra prometida, foi uma geração que não se desapegava, que trazia a reboque o Egito em suas mentes: uma vida de murmuração, idolatria e constante insatisfação com Deus.

Transformar o mundo…” requer a minha transformação, e o entendimento da Palavra de Deus como premissa.
Há uma demanda que Deus confiou a nós; que não nos foi dada por pastores ou líderes: “…ide e fazei discípulos de todas as nações.” Ide – não é apenas nos determos ao anúncio do que cremos, mas sermos parte do que cremos. Não é apenas confiar na resposta de Deus, mas sermos essa resposta. Não é o nosso senso de responsabilidade ou tão somente nossa devoção ao Senhor que nos faz obedecê-lo. Antes de tudo, precisa haver o convencimento pelo seu Espírito de que é realmente a mim que Ele diz: “ide.” Esse imperativo foi dado à igreja, e não a um “punhado” de missionários. Essa ordem abarca os pilares necessários: a oração, o sustento missionário, a mobilização de pessoas e o compartilhar a Verdade.

Se compreender que estou em missão, aliado aos milhares de missionários no mundo, vejo que “O campo é mundo”. Portanto, estou em meu campo missionário.
Passo a crer que o coração e mente do Senhor estão sobrepostos aos meus, alinhando-me a Ele. É gerada em minhas entranhas uma grande insatisfação, não mais com minhas conquistas, bênçãos aguardadas, sonhos não realizados, ou minha enfermidade não curada, mas vivo fitando a lastimável condição espiritual de mais de 3 bilhões de pessoas perdidas, vivendo nos países da janela 10×40, e um Deus que me olha e pergunta: “Quem irá por nós…

Já não são mais os meus termos que prevalecem na caminhada. Minha atenção, agora, está nas placas indicativas, que antes eram ignoradas. Na minha caminhada, não atuo mais como o sacerdote ou o levita da parábola, mas passo à condição de samaritano, que abri mão do seu tempo; que usa o que tem, muda o percurso, para sarar as feridas de um abandonado desconhecido.

Transforme-se, e “transforme o mundo com a alegria de Jesus.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

JMN 2019

Multiplicar Discípulos

Talvez durante as campanhas em nossa igreja não tenhamos desenvolvido um tema tão contundente que nos remeta a uma responsabilidade espiritual de proporções tão impactantes e eternas – minha razão de viver, multiplicar. Quando faço essa afirmação, tiro o foco de mim e ponho na obra redentora do Cristo, que é eficaz. Jesus tinha como “sua comida fazer a vontade do Pai.” Se assim o faço, morro para o mundo e vivo para Deus.

O ciclo da vida humana se resume a nascer, crescer, reproduzir e morrer. No entanto, em Jo 12:24, Jesus, falando da sua morte, diz que “se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” Nesse processo, a morte antecede a reprodução. Torno-me fértil e multiplico discípulos se me submeto ao processo de “morte” diária, como disse Paulo: “pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”

O imperativo diante da morte é darmos frutos, como Jo 15:16 diz, pois fomos escolhidos, nomeados e enviados ao mundo para darmos frutos a partir do poder de Deus em nós. O processo de multiplicação começa em mim, e não no outro, com senso de responsabilidade e expectativa de que Deus me torne fértil. Para eu multiplicar discípulos preciso criar, em mim, um ambiente adequado para a semente morrer e germinar. Também só multiplico discípulos à medida que a vida de Deus flui através da minha “morte”. Quando há muito de mim em mim mesmo e pouco do Cristo, percebo que não morri. Quando minhas emoções e meu “senso de justiça apurado” constantemente determinam minhas ações, percebo que ainda estou vivo. Preciso morrer! Por isso, Paulo insta com os colossenses que pensem nas coisas do alto, não nas que são daqui da terra, “porque morrestes, e a vossa vida está oculta com Cristo.” Nossa natureza terrena nos trai. “Mas, agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência… Não mintam uns aos outros… mas revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” Disso depende a minha fertilidade.

Que a morte do Cristo nos inspire, pois assim como Jesus “atraiu a todos com sua morte”, Jo 12:32, que nossa morte e a nova vida nele permita que outros discípulos nasçam, a partir do seu poder operando em nós.

Min. José Carlos Dias de Freitas

Campanha JMN 2019

MULTIPLIQUE LÍDERES

A chave, dentro dos planos de Deus para chegar até os confins da terra com o Evangelho, é a formação de líderes e é isso que temos feito por todo o território brasileiro. No Sertão, neste ano, temos mais de 50 alunos no Programa de Formação Missionária e ainda centenas de radicais que atuam nas mais distantes comunidades sertanejas; por meio desse trabalho temos visto a multiplicação de discípulos de Cristo.

As radicais sertanejas, Joyce e Denise, através do Relacionamento Discipulador, evangelizaram Rute, na comunidade de Altaneira, em Juazeiro (BA). Por sua vez, Rute, usando o cartão alvo de oração, alcançou Maria do Rosário para Cristo. Esta evangelizou seu irmão Cosmo, que fora alcoólatra durante 30 anos, mas foi liberto pelo Evangelho.

Maria do Rosário não parou por aí e continuou pregando o Evangelho. Foi assim que seu filho, Sebastião, se rendeu à Cruz. Ele, que era envolvido com álcool e drogas, vivia num casamento destruído com Márcia, mas após conhecer o Evangelho experimentou a transformação em sua vida e casa, e ainda evangelizou sua esposa.

Márcia também resolveu dedicar sua vida para fazer o nome de Cristo conhecido e começou a falar de Jesus para sua filha Bruna e sua mãe Catarina, de 80 anos; ambas também se converteram. Mesmo com muita idade, Catarina compartilhou a boa-nova com seu companheiro, de 90 anos, com quem vive há 50 anos. Catarina e Durval entenderam que o casamento é um projeto de Deus e estão se preparando para casar sob a lei divina.

Sebastião e Márcia atualmente são líderes de um Pequeno Grupo Multiplicador em sua comunidade e ingressarão na próxima turma do programa Radical Brasil Serão; desse modo, continuam gerando cada vez mais discípulos. Essa era a estratégia de Paulo, durante suas viagens missionárias – capacitava novos líderes para que a igreja continuasse no seu crescente desenvolvimento e multiplicação.

Extraído da Revista Geral da Campanha de Missões Nacionais 2019
Página 17

JMN 2019

Multiplicar Plantação de Igrejas

Quando aceitei Jesus, na década de 90, ficava impactado com os trabalhos de evangelismo, e tinha certeza de que era esse o caminho de Deus para meu ministério. Nos anos 2000, esse chamado aflorou, tornando-se ainda mais vivo.

A resistência era da minha esposa, quando eu falava que iria levar a palavra de Deus aos cantões desse Brasil, ela dizia: “Deus me livre”! No entanto, eu soube esperar em Deus e hoje estamos em Resende, no campo missionário, fazendo a obra do Senhor. O ministério não é só do obreiro, mas de toda a família; se isso não acontece, o ministério fracassa.

A experiência do campo missionário tem sido muito impactante ao perceber a ação de Deus nos pequenos detalhes. Quando você entra numa casa e fala de Jesus; quando aborda uma pessoa na rua, na praça, e percebe o agir de Deus, isso não há como explicar; é sobre natural.

Dos frutos que têm emanado desse trabalho, o meu sentimento de é que sou totalmente dependente de Deus, pois, se Deus não estiver à frente, não há qualquer fruto. Apenas a ação humana no campo missionário não funciona. O inimigo age de uma forma visível; há vezes que dá a sensação de que você dá um passo para frente e dois para trás, e tem que ir à busca da pessoa, conduzir no colo, ser pastor, buscar a ovelha que o lobo quer tragar.

Na verdade, o futuro pertence a Deus, mas, se ele permitir, organizaremos a igreja neste lugar e teremos a sede própria. Sonho com isso todos os dias, mas tudo está nas mãos do Pai.

Pr. Nazareno Luis de Oliveira e família – campo missionário Resende

Desde a minha conversão, entendi que a mensagem da cruz não era só par mim, e sim, que eu deveria levá-la ao conhecimento de todos. Por isso, ingressei ainda novo convertido no seminário, contrariando as regras de tempo de conversão para ingressar no mesmo.

Desde então, sempre fui comprometido com a propagação do evangelho, mas sempre tive em meu coração o desejo da plantação de igrejas. Foi quando Deus me levou à PIB de Nilópolis, e usou o Pr. Levy, me dando a liberdade para atuar nessa área.

A primeira igreja plantada foi em Resende, onde o Pr. Nazareno atua hoje. E agora, eu mesmo estou no campo com o desafio de plantar uma igreja na visão da igreja multiplicadora em Palhoça, SC. Não tem sido fácil. Muitos desafios temos enfrentado; tudo parece ser muito lento – aos nossos olhos humanos – mas entendemos e cremos que a obra é de Deus e que no tempo Dele esse trabalho irá firmar e se multiplicará.

Creio que, com o trabalho de base que estamos fazendo através do discipulado e RD (Relacionamento Discipulador), plantaremos uma igreja saudável com a visão de multiplicação enraizada no coração.

Pr. Luiz Baêta e Euzilane Viegas – campo missionário Santa Catarina

Multiplicar

Multiplicar Compaixão e Graça

“Ao ver as multidões, teve compaixão delas..” (Mt 9:36)

Na sua peregrinação pela terra, Jesus exalou compaixão e graça até a sua morte de cruz e ressurreição. Um Deus compassivo fez da sua vida, a verdadeira Vida para os que estivessem no seu caminho, não importando se judeu, grego ou romano, Ele aliviava suas dores e desfazia as obras de satanás.

Jesus ensina que ter compaixão é assimilar a dor alheia, a ponto de colocar-se no lugar do próximo, como o fez na cruz do calvário. Ter compaixão é intervir positivamente na vida do outro, minimizando ou livrando-o do incômodo da dor, da fome, da solidão, da profunda tristeza ou qualquer embaraço imposto pela vida. Exercer compaixão e graça não é um mero assistencialismo, embora tal prática não seja um fim em si mesmo. Se estimarmos, entre nós, ações de compaixão e graça, nos alinharemos aos sentimentos de Jesus, quando alimentou, curou, secou as lágrimas, devolveu o sorriso largo aos rostos sofridos e cheios de desalento, trazendo esperança.

Ações de compaixão e graça não devem trazer alívio à nossa consciência ou nos dar a sensação do dever cumprido. Algo mais eficaz está nas mãos da igreja de Jesus Cristo que deve ser oferecido ao mundo caído. A igreja tem o papel de abastecer o próximo do que vai libertá-lo do seu lastimável estado espiritual diante de Deus, pois Isaías afirma que aqueles que fazem para si veredas tortuosas, “não tem conhecimento da paz” (Is 59:8). Precisamos ser aqueles que promovam a paz; agentes que apontem ao homem o amor de Deus, mas também a rebeldia humana, a fim de que o homem “tenha paz com Deus.” (Rm 5:1)

Não precisamos nos equivocar como os discípulos no que tange ao propósito de Deus com os homens, como está relatado em Lucas 9.
A igreja primitiva “caia na graça do povo” não por que estava no meio do povo, vivendo com o povo, mas, porque Deus se manifestava no povo através da igreja. Que diferença maravilhosa a igreja fazia. Deus se revelava e esse reconhecimento era notório ao povo daquela cidade.

Nilópolis precisa ver em nós a mesma manifestação de Deus, através de práticas cheias de compaixão sincera e eficaz. No entanto, não há razão de ser se não demonstramos em nossos arraiais a mesma compaixão e graça no relacionamento com meu irmão; tornando relevante o fino trato, o perdão, a paciência, falando o que edifica o outro, caminhando mais uma milha, compreendendo sua limitação. Nossa demonstração de tolerância é nossa compaixão em exercício.
Não seremos lembrados por nossos maravilhosos cultos, ou eventos públicos, tampouco pela beleza do nosso templo, mas, quando exercermos a compaixão, e convergimos ações de compaixão e graça em favor das pessoas.

A maior expressão de compaixão e graça nos fora expressamente dada na cruz, por alguém que vendo o meu estado, doou-se por mim, tomou o meu lugar, fazendo-se pecado e maldição por mim, sabendo que eu não seria capaz de trazer salvação a mim mesmo.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Evangelismo & Missões

JMN 2019

MINHA RAZÃO DE VIVER – MULTIPLICAR

Olá, queridos(as)! Qual a sua razão de viver? Essa é uma pergunta com vertentes diferentes, cujas respostas nos levarão a um só propósito – a glória de Deus.
Receber de Deus uma razão pela qual viver não se limita a novos parâmetros ou princípios de vida. Não se trata exclusivamente do estabelecimento de uma relação religiosa com Ele.

Paulo, o apóstolo, nos ensina que ter uma razão de viver é ter outra vida em detrimento à sua; é expandir o horizonte da sua visão em relação ao outro e à sua, buscando alcançar o Brasil, o mundo, derrubando as barreiras geográficas a fim de que o “poder de Deus” alcance a humanidade.
Ter uma razão de viver é restabelecer nosso entendimento de uma vida em Deus, de caráter irrevogável; uma vida impressa e sobreposta à minha própria vida. É a negação do EU em prol da vida do Filho de Deus em mim.

O contexto em que o apóstolo pronuncia a divisa da nossa campanha: “Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim..” (Gl 2:20), nasce como um grito de “independência e morte”. A igreja na Galácia vivia a iminência de restabelecer o padrão judaico confiado em sacrifícios humanos, contrário à graça de Deus e ao perdão de pecados, que estão em Jesus. Era a negação do sacrifício do Cristo, a declaração de que sua morte foi em vão.

Esse é um grande desafio da Igreja de Jesus Cristo na atualidade para que nós, cristãos, multipliquemos. Compreendemos bem a ordem de Jesus quando ele diz: “Ide, façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”? O “ide” não é um fim em si mesmo, tampouco batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo o é; mas “façam discípulos” denota multiplicação. Há nesse mandamento um caráter de proximidade e de envolvimento constantes; há relacionamento, há “vida na vida”. E talvez seja o que nos assuste – multiplicar, pois, para eu multiplicar, é necessário que eu seja fértil. Ser fecundo começa na mudança do meu entendimento ao de Deus, levando “cativo todo pensamento à obediência de Cristo..”; é ser transformado pela renovação da minha mente, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo; é perceber que meus ideais de vida, meus princípios e minhas prioridades estão condicionados, compromissados e conformados ao mesmo estilo de vida que Jesus tinha. Jesus viveu não a própria vida, mas a de Deus. Sua vida apontava para o plano de Deus com a humanidade.

Na medida em que torno Deus e seus propósitos a minha razão de viver, passo a ter a profunda percepção do que é essencial para a locomoção da minha fé, então:

• Compreendo e não me conformo à terrível condição espiritual em que a humanidade se encontra, pois “o mundo geme com dores de parto..”, pela razão de que o “deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo.”

• Também, quando a minha razão de viver é entronizada pela vida do Cristo em mim, compreendo e assumo meu papel diante do mundo como “sal e luz” que sou a fim de ser instrumento de Deus para tirar muitos da cegueira espiritual em que se encontram.

Começamos hoje mais uma campanha missionária, que não tem um fim em si mesma.
Oremos ao Senhor, para que sua vida nos traga a verdadeira vida a todos que estão próximos a nós, contribuindo e orando pela obra missionária ao longo do nosso Brasil.

José Carlos Dias de Freitas – Ministro de Evangelismo & Missões