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José Carlos Dias de Freitas

“Porque Ele me amou” – Multiplico Discípulos

Não é a força nem o poder, mas o amor que motiva o ser humano as mais nobres atitudes. Ele é capaz de empenhar sua vida em favor de um propósito, e romper as barreiras sociais, religiosas e culturais em si mesmo.

Multiplicar discípulos é um mandamento deixado por Cristo. Ele amou e ensinou com o objetivo de que fossemos, hoje, tão incisivos quanto Ele no cumprimento da vontade do Pai – “Ide, fazei discípulos..” Mt 28:19.

Jesus confiou aos seus amigos o mais profundo do seu coração. Ele chorou por seu amigo Lázaro, lamentou sobre Jerusalém, e os incitou que orassem com Ele no momento de sua angústia no Getsêmani.
Estar com alguém, ensinar-lhe as escrituras, não é exclusivamente multiplicar discípulos. Jesus imprimiu de forma indelével nos seus, o seu propósito de vida – “dar a sua vida pelos amigos”, IJo 3:16, pois “Não existe maior amor do que este: de alguém dar a própria vida por causa dos seus amigos.” Jo 15:13. Ele queria que seus discípulos andassem e amassem como Ele.
Paulo mostra que multiplicar discípulos é dedicar sua vida, abdicando do seu bem estar, da segurança de seus planos, para formar Cristo em outras pessoas.

Na iminência de entrar em Jerusalém, Paulo é avisado pelo Espírito, e ratificado por outros irmãos de que ali o “esperam prisões e tribulações.” O apóstolo estava “pronto não só a ser preso, mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus.” Atos 20:23 e 21:13b. O compromisso de Paulo na multiplicação de discípulos é constrangedor e inspirador, ao menos para mim. Ele trata essa multiplicação como uma ação urgente e imperiosa.

Nossa Junta de Missões Nacionais mantém, em todos os estados do Brasil, projetos missionários com o objetivo de multiplicar discípulos de Cristo em campos pioneiros, com ênfase nos povos não alcançados. Em 2019, os batistas brasileiros organizaram 13 novas igrejas em nosso país. Somos hoje 925 missionários batistas, onde 70% deles atuam entre os povos menos evangelizados. Em 2019, foram criados 73 novos projetos de plantação e revitalização de igrejas; e 1.170 batismos realizados por meio de Missões nacionais. Suas ofertas e orações têm promovido essa obra.

Portanto, “Porque Ele me amou”, multiplico discípulos, e promovo condições para que nossos missionários sejam instrumentos de Deus no crescimento e fortalecimento de igrejas espalhadas em nosso território. Façamos isso, Porque Ele nos amou.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

José Carlos Dias de Freitas

“Porque Ele me amou” – AMO

O amor de Deus é o agente que viabiliza todas as relações, seja humana ou divina. Não há abordagem com tamanha eficácia capaz de restaurar relações interpessoais, independentes de sua afinidade e natureza, “porque o amor cobrirá uma multidão de pecados.” IPe 4:4b

“Nós o amamos porque Ele nos amou primeiro”, IJo 4:19, é a divisa da nossa campanha de missões nacionais de 2020, e o que denota essa condição é o amor de Deus, que não começou em nós, mas nos alcançou e nos transformou.

O apóstolo Paulo ratifica a indisposição do coração humano de amar por si: “porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum.”, Rm 7:18. Amar como Cristo, é competência do Espírito Santo de Deus, e, demonstrado, explicitamente, na Sua obra redentora. Esse amor não traz passividade ou busca de benefícios pessoais, mas atitudes altruístas, que se presta a Amar, Multiplicar, Ofertar e Repartir com o próximo. Tal mandamento não deve ser ignorado, pois dele depende nosso conhecimento de Deus; nosso senso de pertencimento a Ele e a evidência de que nascemos Dele.
Ter a oportunidade de provar do amor de Deus, e conhecê-lo, é a essência para a vida de todo o ser humano.

É excelente oportunidade, em plena campanha de missões, meditarmos sobre as nossas motivações. Toda a ação de Deus se explica em seu amor, e não é motivada pela necessidade humana. Esse mesmo amor deve nos mover em direção às pessoas, não exclusivamente às suas carências.

Nossa essência e natureza, quando estamos em Cristo, é o amor. “Disso somos feitos.” Portanto, “Porque Ele me amou”, assim também o faço, e com atitudes de compaixão e graça, ao perdido. Faço isso no amor herdado de Cristo, que “..deu a sua vida por nós..” ensinando que “..nós devemos dar a vida pelos irmãos.” (IJo 3:16).

A igreja de Cristo foi tirada do pecado, mas não foi tirada do mundo, está aqui, para ensiná-lo a amar, através de seu próprio testemunho, buscando cessar a crise de amor que há na humanidade.

Quando nossas atitudes se assemelham a de Cristo, rompemos o maior desafio. Daí, atuaremos como Paulo, que na iminência de entrar em Jerusalém, embora o Espírito dissesse que ali o aguardavam “prisões e tribulações”, ele não reputou a importância de sua vida em detrimento ao amor pelos irmãos: “Mas em nada tenho minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira, e o ministério que recebi do Senhor Jesus, para dar testemunho do evangelho da graça de Deus.” At. 20:24

Tudo isso, “Porque Ele me amou”, diria o apóstolo.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões&Evangelismo

Minha semente de fé.

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus”, ofertando.

Tão importante quanto a chegada é o caminho percorrido…”. Neste ínterim, entre a largada e a chegada, precisamos considerar o percurso, que vai definir o saldo, os frutos da nossa caminhada. Porque não basta chegar, precisa haver qualidade no caminho. Só posso esperar um destino diferente se mudo o meu rumo, o meu entendimento. Nesta senda não posso me deter em mim mesmo, buscando suprir-me, sem observar o contexto em que vivo.

Há um projeto desenvolvido pela Ação Social de nossa igreja chamado “Desapega”, que talvez devesse ter sido aplicado ao povo de Israel. Esse povo que peregrinou por 40 anos no deserto, cuja geração saiu do Egito e não entrou na terra prometida, foi uma geração que não se desapegava, que trazia a reboque o Egito em suas mentes: uma vida de murmuração, idolatria e constante insatisfação com Deus.

Transformar o mundo…” requer a minha transformação, e o entendimento da Palavra de Deus como premissa.
Há uma demanda que Deus confiou a nós; que não nos foi dada por pastores ou líderes: “…ide e fazei discípulos de todas as nações.” Ide – não é apenas nos determos ao anúncio do que cremos, mas sermos parte do que cremos. Não é apenas confiar na resposta de Deus, mas sermos essa resposta. Não é o nosso senso de responsabilidade ou tão somente nossa devoção ao Senhor que nos faz obedecê-lo. Antes de tudo, precisa haver o convencimento pelo seu Espírito de que é realmente a mim que Ele diz: “ide.” Esse imperativo foi dado à igreja, e não a um “punhado” de missionários. Essa ordem abarca os pilares necessários: a oração, o sustento missionário, a mobilização de pessoas e o compartilhar a Verdade.

Se compreender que estou em missão, aliado aos milhares de missionários no mundo, vejo que “O campo é mundo”. Portanto, estou em meu campo missionário.
Passo a crer que o coração e mente do Senhor estão sobrepostos aos meus, alinhando-me a Ele. É gerada em minhas entranhas uma grande insatisfação, não mais com minhas conquistas, bênçãos aguardadas, sonhos não realizados, ou minha enfermidade não curada, mas vivo fitando a lastimável condição espiritual de mais de 3 bilhões de pessoas perdidas, vivendo nos países da janela 10×40, e um Deus que me olha e pergunta: “Quem irá por nós…

Já não são mais os meus termos que prevalecem na caminhada. Minha atenção, agora, está nas placas indicativas, que antes eram ignoradas. Na minha caminhada, não atuo mais como o sacerdote ou o levita da parábola, mas passo à condição de samaritano, que abri mão do seu tempo; que usa o que tem, muda o percurso, para sarar as feridas de um abandonado desconhecido.

Transforme-se, e “transforme o mundo com a alegria de Jesus.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

Missões Mundiais

“Transforme o mundo com a alegria de Jesus.”

A necessidade de sermos transformados apenas ratifica a experiência negativa sofrida pela humanidade na pós-formação – a deformação. Muitos ignoram para o que nasceram: homens e mulheres que vivam consoantes à glória de Deus.

Deus confiou à Igreja a missão de colaborar na transformação do mundo em seu entendimento errôneo de autossuficiência; e, no mesmo viés, devemos colocar sub judice, uma provável transformação do entendimento da igreja de Jesus sobre sua perspectiva de transformação e salvação do mundo.

Em meio ao contexto vivido pelo apóstolo Paulo, de prisão e perseguição, que agora se alastra, tornando-se uma realidade aos Filipenses, ele estimula a igreja que tenha “alegria” nas adversidades. Essa carta é conhecida como “a carta da alegria”, apesar da realidade paulina depor contra.

A transformação que o mundo necessita não está na solução de seus problemas, aparentemente insolúveis à humanidade, como a extinção da intolerância, mas na mudança do seu entendimento, Rm 12. Nosso papel é manifestar a mensagem do evangelho, em todo o tempo, a todas as pessoas, em todos os lugares, com a própria vida, cujo fito é a mudança do entendimento daqueles que: “..o deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo, que é a imagem de Deus..”, II Co 4:4. Com o profeta Jonas não é diferente: “Nínive tem mais de 120 mil seres humanos que não sabem nem discernir entre a mão direita e a esquerda, tampouco entre o bem e o mal…”. (Jn 4:11)

Os discípulos andaram com aquele que transformou e salvou muitos da observância da lei, e do entendimento errôneo da libertação da opressão de Roma aos judeus. Não devemos nos curvar em suprir o mundo daquilo que ele imagina precisar, mas, levar à humanidade o necessário à sua transformação, a mensagem que transforma vidas: “arrependei-vos.”

Com a mudança do entendimento, há mudança no comportamento. O mundo carece da “manifestação dos filhos de Deus”, pois “..toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora.” ( Rm 8:19, 22)

Enfim, “transformar o mundo com a alegria de Jesus” é impactar o mundo com a mesma disposição de Habacuque em alegrar-se no Senhor: “..ainda que a figueira não floresça, nem haja fruto na vide; ainda que decepcione o produto da oliveira..”, Hc 3:17. Nossa alegria não deve estar firmada nas condições favoráveis da vida, mas deve ser perene.

Fomos transformados, não para nosso deleite, mas para fazermos como o apóstolo, que viu sua vida como suprimento à necessidade espiritual dos seus irmãos, Fp 1:24-25: “Mas julgo mais necessário, por amor de vós, ficar na carne…e permanecerei com todos vós para proveito vosso e gozo da fé..”

Ter a alegria de Jesus é vivermos satisfeitos, ainda que as mudanças não ocorram, pois em nós já houve a transformação do nosso entendimento.

José Carlos Dias de Freitas
Ministro de Missões & Evangelismo

JMN 2019

Multiplicar Discípulos

Talvez durante as campanhas em nossa igreja não tenhamos desenvolvido um tema tão contundente que nos remeta a uma responsabilidade espiritual de proporções tão impactantes e eternas – minha razão de viver, multiplicar. Quando faço essa afirmação, tiro o foco de mim e ponho na obra redentora do Cristo, que é eficaz. Jesus tinha como “sua comida fazer a vontade do Pai.” Se assim o faço, morro para o mundo e vivo para Deus.

O ciclo da vida humana se resume a nascer, crescer, reproduzir e morrer. No entanto, em Jo 12:24, Jesus, falando da sua morte, diz que “se o grão de trigo não cair na terra e não morrer, continuará ele só. Mas se morrer, dará muito fruto.” Nesse processo, a morte antecede a reprodução. Torno-me fértil e multiplico discípulos se me submeto ao processo de “morte” diária, como disse Paulo: “pois morrestes, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus.”

O imperativo diante da morte é darmos frutos, como Jo 15:16 diz, pois fomos escolhidos, nomeados e enviados ao mundo para darmos frutos a partir do poder de Deus em nós. O processo de multiplicação começa em mim, e não no outro, com senso de responsabilidade e expectativa de que Deus me torne fértil. Para eu multiplicar discípulos preciso criar, em mim, um ambiente adequado para a semente morrer e germinar. Também só multiplico discípulos à medida que a vida de Deus flui através da minha “morte”. Quando há muito de mim em mim mesmo e pouco do Cristo, percebo que não morri. Quando minhas emoções e meu “senso de justiça apurado” constantemente determinam minhas ações, percebo que ainda estou vivo. Preciso morrer! Por isso, Paulo insta com os colossenses que pensem nas coisas do alto, não nas que são daqui da terra, “porque morrestes, e a vossa vida está oculta com Cristo.” Nossa natureza terrena nos trai. “Mas, agora, abandonem todas estas coisas: ira, indignação, maldade, maledicência… Não mintam uns aos outros… mas revistam-se de profunda compaixão, bondade, humildade, mansidão e paciência. Suportem-se uns aos outros e perdoem as queixas que tiverem uns contra os outros. Perdoem como o Senhor lhes perdoou.” Disso depende a minha fertilidade.

Que a morte do Cristo nos inspire, pois assim como Jesus “atraiu a todos com sua morte”, Jo 12:32, que nossa morte e a nova vida nele permita que outros discípulos nasçam, a partir do seu poder operando em nós.

Min. José Carlos Dias de Freitas

Campanha JMN 2019

MULTIPLIQUE LÍDERES

A chave, dentro dos planos de Deus para chegar até os confins da terra com o Evangelho, é a formação de líderes e é isso que temos feito por todo o território brasileiro. No Sertão, neste ano, temos mais de 50 alunos no Programa de Formação Missionária e ainda centenas de radicais que atuam nas mais distantes comunidades sertanejas; por meio desse trabalho temos visto a multiplicação de discípulos de Cristo.

As radicais sertanejas, Joyce e Denise, através do Relacionamento Discipulador, evangelizaram Rute, na comunidade de Altaneira, em Juazeiro (BA). Por sua vez, Rute, usando o cartão alvo de oração, alcançou Maria do Rosário para Cristo. Esta evangelizou seu irmão Cosmo, que fora alcoólatra durante 30 anos, mas foi liberto pelo Evangelho.

Maria do Rosário não parou por aí e continuou pregando o Evangelho. Foi assim que seu filho, Sebastião, se rendeu à Cruz. Ele, que era envolvido com álcool e drogas, vivia num casamento destruído com Márcia, mas após conhecer o Evangelho experimentou a transformação em sua vida e casa, e ainda evangelizou sua esposa.

Márcia também resolveu dedicar sua vida para fazer o nome de Cristo conhecido e começou a falar de Jesus para sua filha Bruna e sua mãe Catarina, de 80 anos; ambas também se converteram. Mesmo com muita idade, Catarina compartilhou a boa-nova com seu companheiro, de 90 anos, com quem vive há 50 anos. Catarina e Durval entenderam que o casamento é um projeto de Deus e estão se preparando para casar sob a lei divina.

Sebastião e Márcia atualmente são líderes de um Pequeno Grupo Multiplicador em sua comunidade e ingressarão na próxima turma do programa Radical Brasil Serão; desse modo, continuam gerando cada vez mais discípulos. Essa era a estratégia de Paulo, durante suas viagens missionárias – capacitava novos líderes para que a igreja continuasse no seu crescente desenvolvimento e multiplicação.

Extraído da Revista Geral da Campanha de Missões Nacionais 2019
Página 17

JMN 2019

MINHA RAZÃO DE VIVER – MULTIPLICAR

Olá, queridos(as)! Qual a sua razão de viver? Essa é uma pergunta com vertentes diferentes, cujas respostas nos levarão a um só propósito – a glória de Deus.
Receber de Deus uma razão pela qual viver não se limita a novos parâmetros ou princípios de vida. Não se trata exclusivamente do estabelecimento de uma relação religiosa com Ele.

Paulo, o apóstolo, nos ensina que ter uma razão de viver é ter outra vida em detrimento à sua; é expandir o horizonte da sua visão em relação ao outro e à sua, buscando alcançar o Brasil, o mundo, derrubando as barreiras geográficas a fim de que o “poder de Deus” alcance a humanidade.
Ter uma razão de viver é restabelecer nosso entendimento de uma vida em Deus, de caráter irrevogável; uma vida impressa e sobreposta à minha própria vida. É a negação do EU em prol da vida do Filho de Deus em mim.

O contexto em que o apóstolo pronuncia a divisa da nossa campanha: “Vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim..” (Gl 2:20), nasce como um grito de “independência e morte”. A igreja na Galácia vivia a iminência de restabelecer o padrão judaico confiado em sacrifícios humanos, contrário à graça de Deus e ao perdão de pecados, que estão em Jesus. Era a negação do sacrifício do Cristo, a declaração de que sua morte foi em vão.

Esse é um grande desafio da Igreja de Jesus Cristo na atualidade para que nós, cristãos, multipliquemos. Compreendemos bem a ordem de Jesus quando ele diz: “Ide, façam discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.”? O “ide” não é um fim em si mesmo, tampouco batizar em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo o é; mas “façam discípulos” denota multiplicação. Há nesse mandamento um caráter de proximidade e de envolvimento constantes; há relacionamento, há “vida na vida”. E talvez seja o que nos assuste – multiplicar, pois, para eu multiplicar, é necessário que eu seja fértil. Ser fecundo começa na mudança do meu entendimento ao de Deus, levando “cativo todo pensamento à obediência de Cristo..”; é ser transformado pela renovação da minha mente, assim como aconteceu com o apóstolo Paulo; é perceber que meus ideais de vida, meus princípios e minhas prioridades estão condicionados, compromissados e conformados ao mesmo estilo de vida que Jesus tinha. Jesus viveu não a própria vida, mas a de Deus. Sua vida apontava para o plano de Deus com a humanidade.

Na medida em que torno Deus e seus propósitos a minha razão de viver, passo a ter a profunda percepção do que é essencial para a locomoção da minha fé, então:

• Compreendo e não me conformo à terrível condição espiritual em que a humanidade se encontra, pois “o mundo geme com dores de parto..”, pela razão de que o “deus deste século cegou o entendimento dos incrédulos, para que lhes não resplandeça a luz do evangelho da glória de Cristo.”

• Também, quando a minha razão de viver é entronizada pela vida do Cristo em mim, compreendo e assumo meu papel diante do mundo como “sal e luz” que sou a fim de ser instrumento de Deus para tirar muitos da cegueira espiritual em que se encontram.

Começamos hoje mais uma campanha missionária, que não tem um fim em si mesma.
Oremos ao Senhor, para que sua vida nos traga a verdadeira vida a todos que estão próximos a nós, contribuindo e orando pela obra missionária ao longo do nosso Brasil.

José Carlos Dias de Freitas – Ministro de Evangelismo & Missões

Projeto Viver

FAZENDO MISSÕES O ANO INTEIRO

Durante o mês de Setembro tivemos a alegria de receber muitos frutos do trabalho missionário realizado pela Igreja não apenas em Nilópolis e no Rio de Janeiro, como também no Brasil inteiro. Abrimos o mês de Missões com o coral da Cristolândia e depois recebemos os missionários da Igreja além, de ouvir o testemunho de irmãos cujos corações “ardem” por Missões há muito tempo, como foi o caso do irmão José Carlos e irmã Weece Borges.

O ponto alto das atividades foi o treinamento que promovemos para o “PROJETO VIVER”. Dias antes de inicia-lo, tivemos uma audiência com o Prefeito Farid e sua Secretária de Educação, professora Eva, que se mostraram bastante interessados em permitir que o projeto alcance as escolas da rede municipal.

Esse projeto é da Junta de Missões Nacionais e com ele os batistas brasileiros pretendem alcançar crianças, adolescentes e jovens com potencial de risco, fazendo um trabalho preventivo com ações efetivas junto à comunidade. Nosso missionário no Tocantins implantou o programa em sua cidade e o resultado foi uma drástica queda no consumo de drogas na cidade. Alguns que já estavam envolvidos com o consumo e desejavam deixar o vício foram encaminhados para tratamento em Brasília e isso foi muito positivo para a comunidade.

Muitos testemunhos semelhantes têm chegado à sede da JMN, e por conta disso ela vai promover um sua sede um congresso social onde o tema vai ser debatido de forma ampla (nossa Igreja estará representada com três inscritos, pois as vagas são limitadas), permitindo aos interessados conhecerem à fundo o problema do consumo de drogas entre crianças e adolescentes, assim como as ações que podem ser feitas para minimizar os danos.

Em Nilópolis, esse tema será o nosso foco. Não será mais um projeto ou um programa de agenda, mas um estilo de vida para blindar nossas crianças com informações sobre os males que o consumo de drogas acarreta. Para tanto queremos contar com a ajuda de todos. Não é um trabalho barato, nem fácil e rápido, mas com certeza será um investimento com retorno garantido nas gerações futuras.

Como já dizia a sabedoria popular: “É melhor prevenir, que remediar”, e assim, estaremos fazendo missões o ano inteiro.

Pastor Levy de Abreu Vargas, VIVER.

Meditacoes Missionarias

O discípulo como agente de transformação e vida

Ser cristão comprometido com a Grande Comissão é
ser agente de transformação, é ser discípulo que gera
discípulo. “Erguer os olhos e ver os campos brancos
para a colheita” (Cf. João 4.35) é ser sensível ao clamor
da nossa gente, da nossa terra, é prontificar-se em levar
a esperança que traz sentido à vida – JESUS É A ESPERANÇA.
O desafio, enquanto discípulos de Cristo, não
consiste em construções faraônicas de megatemplos e
impérios eclesiásticos, mas em que “(…) a graça de Deus
se manifestou salvadora a todos os homens”(Tito2.11).
Portanto, querido leitor, como pessoas já alcançadas
por esta graça, somos discípulos. Logo, somos agentes
de transformação comissionados para compartilhar
vida na vida.
O evangelho de Cristo, ou o cristianismo em si, não
pode ser visto como uma filosofia, religião ou um compêndio
teológico. Não pelo discípulo dele. O discípulo
de Cristo, enquanto agente de transformação e vida, vê
o cristianismo como estilo de vida, como projeto de autoria
divina para restaurar o que o pecado danificou – O
HOMEM.

Walmir Andrade
Pastor da 2ª IB em Palmas (TO)

Missões Nacionais

JESUS, TRANSFORMAÇÃO E VIDA! MINISTÉRIO COM SURDOS

Viver em uma sociedade onde sua língua e cultura é desconhecida é a realidade de 9,6 milhões de surdos brasileiros, que são inibidos de se comunicar, participar da sociedade como cidadãos ativos e, principalmente, de experimentar a alegria de conhecer o Seu Criador. Eles têm que ouvir a mensagem do Evangelho, e isso deve acontecer de forma contextualizada. Estamos avançando na capacitação de líderes e disseminação do grande desafio de alcançarmos esse grupo estratégico. Pela graça de Deus, atualmente temos missionários em 5 projetos de Plantação de Igrejas em Libras e diversos PGMs em Libras no Brasil.

Imagine viver em um mundo sem poder se comunicar com as pessoas à sua volta. Foi assim que viveu o jovem José Acácio durante anos. Nascido surdo em uma família de Magé, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RJ), seus pais por muito tempo não sabiam qual era o problema que o fazia não entender instruções básicas, e a comunicação com sua família era quase inexistente. Aos 17, sabia pouco de Libras e não frequentava a escola. Quando passou a aprender, a falta de instrução e comunicação o levou aos piores caminhos.

“Minha vida no passado era muito complicada. Eu queria ter dinheiro igual aos outros jovens. Então comecei a roubar as pessoas para beber e usar drogas. Eu era um cara muito violento, muito nervoso. Minha comunicação em casa era muito difícil. Não entender o que as pessoas estavam falando me dava uma tristeza muito grande e eu ficava pensando que era o único surdo no mundo. Aquilo trouxe uma angústia e uma depressão muito grande na minha vida”, conta José, hoje com 27 anos.

Nas primeiras vezes que foi à igreja, José sentia-se deslocado, pois ninguém podia traduzir para ele o que era falado. Para ele, era impossível conhecer a mensagem do Evangelho. Foi apenas com a visita da missionária Marília Manhães, do Ministério com Surdos de Missões Nacionais, que ele foi apresentado a Jesus, que poderia transformar sua situação.

“Foi o momento mais feliz para mim quando eu entendi o que as pessoas falavam. Depois do dia que eu entendi quem era Jesus, que eu recebi Jesus e Ele transformou a minha vida, eu comecei a desejar aprender mais de Deus e nunca mais quis pensar em viver aquilo que eu vivia antes”.

Depois que conheceu a mensagem do Evangelho, cresceu no coração de José Acácio o desejo de compartilhar com outras pessoas sobre Jesus, principalmente outros surdos, que viviam tão distantes do entendimento de Deus. Hoje, junto com o pastor Rafael Nascimento, da Igreja Batista em Libras de Vila Isabel, Rio de Janeiro (RJ), José Acácio é um líder de Pequeno Grupo Multiplicador em Libras (PGML) e tem levado transformação e vida por meio do Evangelho para a comunidade surda ao seu redor.

Extraído da Revista do Promotor, pg. 23, Campanha de Missões Nacionais 2017.